Agronegócio
Produção recorde não derruba preços e safra fecha com mercado firme no Brasil
Publicado em
29 de dezembro de 2025por
Da Redação
A safra brasileira de milho 2024/25 entrou para a história pelo volume colhido, mas também por um comportamento de mercado que contrariou a lógica tradicional da oferta abundante. Mesmo com produção recorde, estimada em cerca de 141 milhões de toneladas somando as três safras, os preços do cereal se mantiveram acima dos níveis observados em 2024, refletindo uma combinação de fatores internos e externos que deram sustentação às cotações ao longo do ano.
O principal motor desse desempenho foi o milho safrinha, responsável pela maior parte do crescimento da produção nacional. O avanço da produtividade, aliado à ampliação de área em importantes regiões produtoras, garantiu volumes elevados e consolidou o Brasil como um dos principais fornecedores globais do grão. Ainda assim, o aumento da oferta não se traduziu automaticamente em queda expressiva de preços no mercado doméstico.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o ano começou com um cenário atípico. Em janeiro de 2025, os estoques de passagem estavam em torno de 1,8 milhão de toneladas, patamar considerado historicamente baixo. Esse quadro limitou a disponibilidade imediata de milho e ajudou a sustentar os preços, mesmo diante da expectativa, já naquele momento, de uma safra robusta.
Além dos estoques reduzidos, o mercado foi influenciado por uma demanda interna aquecida, pela postura mais firme dos vendedores e por entraves logísticos em diferentes regiões do País. Esses fatores pressionaram as cotações no primeiro trimestre, mantendo o milho valorizado em plena entrada de ano-safra.
Com o avanço da colheita do milho de verão, os preços passaram a sofrer algum ajuste ao longo dos meses seguintes, movimento reforçado pelas boas perspectivas para a segunda safra. No entanto, a retração mais consistente ocorreu apenas no segundo semestre, quando parte dos consumidores adotou uma postura cautelosa, aguardando novas desvalorizações diante do avanço da colheita da safrinha e da confirmação da produção recorde.
Esse movimento, porém, perdeu força a partir de outubro. Produtores reduziram a oferta no mercado spot, o que voltou a dar sustentação às cotações até meados de dezembro. De acordo com o Cepea, houve relatos de dificuldades para recomposição de estoques por parte de alguns agentes, fator que contribuiu para manter os preços em níveis elevados no encerramento do ano.
No cenário internacional, a oferta global de milho permaneceu praticamente estável entre as safras 2023/24 e 2024/25. Quedas de produção em países como Estados Unidos, Rússia e Ucrânia foram compensadas pelo crescimento da colheita em grandes produtores, com destaque para Brasil, China e Índia. Esse equilíbrio global também colaborou para que os preços internacionais — e, por consequência, os domésticos — não recuassem de forma mais intensa.
O resultado foi um ano marcado por volumes históricos de produção, mas com um mercado que seguiu firme, reforçando a importância da gestão de estoques, da logística e do comportamento da demanda na formação dos preços do milho no Brasil.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócio
Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo
Published
9 horas agoon
6 de maio de 2026By
Da Redação
Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.
Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.
A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.
Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.
Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.
Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados, que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.
Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.
Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.
A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.
O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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