A Polícia Militar de Mato Grosso conduziu quatro pessoas por tráfico ilícito de drogas em Várzea Grande, em ações realizadas entre sábado (22.11) e domingo (23.11). As prisões foram registradas pelas equipes de patrulhamento tático, resultando na apreensão de grande quantidade de entorpecentes, balanças de precisão, dinheiro, celulares e outros materiais utilizados no crime.
Durante diligências no bairro Jardim Itororó, policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional localizaram uma mochila com grande quantidade de drogas, após uma suspeita de 33 anos arremessá-la no terreno ao lado de sua residência.
No local, foram encontrados dois tabletes de substância análoga à maconha, 430 trouxinhas de cocaína, outras quatro porções de maconha, duas balanças de precisão, um caderno de anotações e cinco rolos de plástico filme. O enteado da suspeita confirmou que ela fugiu do local após abandonar o material.
Já no bairro Nova Várzea Grande, outra equipe policial da Força Tática abordou um jovem de 23 anos. Com ele, foi encontrada uma grande porção de maconha. Outras 31 porções de maconha, escondidas em um par de sapatos e um tênis, além de materiais para embalar a droga, foram encontradas na residência dele.
Na terceira ocorrência, a equipe da Companhia de Rondas e Ações Ostensivas (Raio) do 2º Comando Regional apreendeu um adolescente de 16 anos, após abordá-lo enquanto conduzia uma motocicleta em alta velocidade no bairro Jequitibá.
O adolescente carregava duas porções de maconha e indicou o local onde adquiriu a droga, onde os policiais encontraram uma pochete com 38 porções de cocaína, 16 porções de maconha, dois celulares, dinheiro e embalagens. A motocicleta também foi apreendida.
Uma equipe do Grupo de Apoio (GAP) da 25ª CIPM de Várzea Grande prendeu dois homens, de 23 e 37 anos, após flagrar um deles tentando entregar drogas a um caminhoneiro às margens da Rodovia dos Imigrantes.
Com ele, foram encontradas 54 porções de maconha, três pedras de cocaína, duas balanças de precisão e plástico filme em residência indicada por eles.
Todos os suspeitos foram conduzidos para a Central de Flagrantes para as demais providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
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