Mato Grosso

1º Festival Praça Ativa oferece programação cultural diversificada e gratuita à população de Alta Floresta

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A população de Alta Floresta recebe, neste sábado (15.11), das 13h às 20h, o 1º Festival Praça Ativa, que traz uma programação cultural diversificada, com foco na promoção do diálogo sobre o combate ao racismo e a promoção da igualdade racial. A iniciativa foi contemplada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) no edital Viver Cultura – Expressões Artísticas, edição Lei Paulo Gustavo.

Toda a programação é totalmente gratuita e ocorre na Praça Cívica de Alta Floresta. Reunindo mais de 30 artistas e coletivos, o evento contará com apresentações teatrais, declamações de poesias, manifestações de artes visuais, apresentações de capoeira, músicas, danças e rodas de conversa.

“Todas essas expressões têm foco na cultura hip-hop e nas narrativas dos povos negros, fortalecidas pelo mês da Consciência Negra, celebrado em todo o Brasil”, reforça a diretora executiva do Festival, Aline Veras.

Além da programação artística, haverá ainda uma ação social direcionada às mães assistidas na unidade da Central Única das Favelas (Cufa) de Alta Floresta. Durante o festival, as pessoas que comparecerem podem fazer a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será convertido em cestas básicas a serem doadas à Cufa.

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O projeto Praça Ativa incluiu 10 oficinas de diferentes expressões artísticas, realizadas entre os meses de setembro e novembro, em parceria com escolas públicas, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Centro Especializado em atendimento de pessoas com deficiências auditivas e visuais (Ceeda).

De acordo com Aline, foram atendidas seis instituições e cerca de 270 alunos com oficinas de arte como grafiti, danças urbanas e dança circular. “Essas expressões artísticas também compõem a programação do festival, fortalecendo a percepção e o conhecimento das crianças e profissionais da educação sobre a temática”, explica.

Aline acrescenta ainda que, por meio de parceria com a Secretaria de Cultura de Alta Floresta, o festival contará também com exposição de artesanato e culinária da Varanda Criativa.

Todos os resultados das oficinas e a programação completa do festival podem ser acompanhadas no Instagram @movimentopracaativa.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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