POLÍTICA NACIONAL

Girão propõe que só senador que assina a criação de uma CPI possa participar dela

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Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (5), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) informou ter protocolado o Projeto de Resolução (PRS) 48/2025, que altera as regras de criação e composição das comissões parlamentares de inquérito (CPIs). A proposta estabelece que apenas os parlamentares que assinarem o requerimento de criação da CPI possam integrá-la. Segundo o senador, a medida busca garantir que o instrumento de investigação seja conduzido por quem efetivamente demonstrou interesse na apuração dos fatos, evitando interferências políticas que comprometam a legitimidade das investigações.

— A gente faz uma CPI, um instrumento da minoria, e o governo de plantão vai lá e tenta usurpar, toma os assentos, toma o comando, e eles sequer assinaram a CPI, como a do crime organizado e do narcotráfico. Esse projeto de resolução é para que só quem assinou a CPI possa participar. Isso é tão lógico, é o mínimo — afirmou.

Durante o discurso, Girão também anunciou ter protocolado um projeto de lei que proíbe ministros e magistrados de proferirem decisões nos 30 dias que antecedem a aposentadoria. O parlamentar explicou que a proposta é uma resposta à decisão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que trata da descriminalização do aborto.

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— O intuito é simples: impedir que, aos 47 minutos do segundo tempo, um mandato se transforme em palco de manobras ou gestos simbólicos que interfiram no bom andamento dos processos. Barroso poderia ter depositado o seu voto em qualquer momento nos últimos anos, mas escolheu fazê-lo no último dia. Esses votos de Barroso e de Rosa Weber [também ex-ministra do STF], deveriam ser anulados, não somente pela incoerência, mas também pela parcialidade e pelo ativismo abortista — declarou.

O senador disse que entidades jurídicas e religiosas, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Instituto Brasileiro de Direito e Religião e a União dos Juristas Católicos, ingressaram com pedidos formais de anulação do voto de Barroso. Segundo o parlamentar, as instituições apontam uma série de vícios processuais na condução do caso.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Partido de Cury tem histórico com Lula e já foi casa política de Janones

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O partido do presidenciável Augusto Cury, o Avante, chega à disputa eleitoral de 2026 carregando um histórico de proximidade com o campo político de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2022, a legenda apoiou formalmente a candidatura do petista à Presidência desde o primeiro turno.

A relação com o governo Lula também aparece na atuação da bancada do partido no Congresso Nacional. Segundo levantamento do Radar do Congresso, produzido pelo Congresso em Foco e atualizado em agosto de 2026, os cinco deputados federais do Avante votaram, em média, 88% das vezes em sintonia com as orientações do governo. No Senado, o único representante da legenda, Marcos do Val, apresentou índice de alinhamento de 45%.

Outro nome associado à trajetória do Avante é o deputado André Janones. Ele foi eleito pela sigla em 2018 e reeleito em 2022. Naquele ano, chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência da República, mas posteriormente declarou apoio a Lula.

Janones deixou o Avante em março de 2026, durante a janela partidária, e se filiou à Rede Sustentabilidade.

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Apesar desse histórico, Augusto Cury tenta construir uma candidatura própria e se apresentar como uma alternativa na corrida presidencial. O médico e escritor ganhou maior exposição após sua participação no debate da TV Band e passou a registrar aumento nas buscas pelo seu nome e no número de seguidores nas redes sociais.

A estratégia coloca Cury diante do desafio de estabelecer uma identidade política própria em uma legenda que, nos últimos anos, manteve vínculos eleitorais e parlamentares com o grupo governista.

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