POLÍTICA NACIONAL

Terras em faixas de fronteira estão na pauta do Plenário nesta terça

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A regularização de imóveis rurais situados em faixas de fronteira, de propriedade da União, que foram vendidos ou concedidos pelos governos estaduais ao longo das últimas décadas está na pauta do Plenário desta terça-feira (4). Outros dois projetos devem ser votados pelos senadores: o que trata da disponibilidade de água potável em escolas públicas e o que determina a distribuição dos chamados cordões de girassol para identificar pessoas com deficiências não visíveis.

Faixas de fronteira

PL 4.497/2024, do deputado Tião Medeiros (PP-PR), regulariza terras vendidas ou doadas pelos governos estaduais ao longo das últimas décadas. O texto concede prazo de até 15 anos para que proprietários confirmem o registro dos imóveis localizados em faixas de fronteira em cartórios. A proposta reconhece como válidas as aquisições de terras realizadas, no passado, sem a autorização do extinto Conselho de Segurança Nacional, órgão que assessorava a Presidência da República em decisões sobre defesa nacional.

Relator da matéria na Comissão de Agricultura (CRA), o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) argumentou que o projeto encerra a insegurança jurídica sobre propriedades vendidas pelos estados. O texto aprovado na CRA altera a Lei 13.178, de 2015, que já facilita a regularização de terras nessas regiões, definidas como áreas de 150 quilômetros, pertencentes à União, ao longo das divisas terrestres do Brasil com países vizinhos. 

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Água nas escolas 

Segundo item da pauta, o PL 5.696/2023 obriga o poder público a garantir acesso à água potável nas escolas públicas por meio de rercursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), mantido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Pelo texto, caso o fornecimento de água não seja garantido, os repasses poderão ser suspensos, a menos que a escola comprove falta de recursos ou inviabilidade técnica. 

O projeto, da deputada Duda Salabert (PDT-MG), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e a Lei 11.947, de 2009, que trata da alimentação escolar, e prevê que estados, municípios e o Distrito Federal implementem as ações e infraestruturas necessárias para o abastecimento.

O relator na Comissão de Educação (CE), senador Alessandro Vieira (MDB-SE) destacou que mais de um milhão de crianças e adolescentes ainda estudam em escolas sem acesso adequado à água potável, segundo o Censo Escolar de 2023.

O texto também prevê que o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) passe a fiscalizar o uso dos recursos destinados ao abastecimento de água e incentive a adoção de sistemas de captação de água da chuva, sempre que viáveis e economicamente sustentáveis.

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Deficiências ocultas

Último item da pauta, o PL 2.621/2023 inclui entre os serviços de saúde oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a distribuição gratuita do cordão de girassol, utilizado internacionalmente para identificar pessoas com deficiências não visíveis.

Do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), o texto altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência e foi aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) com relatoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Flávio convoca direita para ato na Paulista em busca de força nas ruas

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) convocou apoiadores e lideranças da direita para uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 7 de Setembro. A concentração está prevista para as 15h.

O chamado foi divulgado pela campanha nesta terça-feira (25), que também orientou lideranças políticas e apoiadores a gravarem vídeos para ampliar a divulgação e fortalecer a mobilização para o ato.

A escolha da Avenida Paulista tem peso simbólico para o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O endereço se consolidou nos últimos anos como um dos principais pontos de manifestações da direita na capital paulista.

Jair Bolsonaro participou de grandes atos na avenida durante seu mandato e também após deixar a Presidência. Em 2024, por exemplo, uma manifestação reuniu apoiadores que fizeram críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defenderam seu impeachment. Na ocasião, o Monitor do Debate Político do Cebrap, ligado à USP, estimou público de 45,4 mil pessoas.

Flávio busca agora associar sua campanha presidencial a esse histórico de mobilizações. A estratégia também já havia sido utilizada na abertura de sua campanha, realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, outro local tradicional de atos ligados ao bolsonarismo.

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A mobilização de 7 de Setembro ocorre em meio à disputa presidencial de 2026 e representa uma tentativa de Flávio de ampliar a presença nas ruas e manter a base de apoio político mobilizada.

 

 

 

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