Agronegócio

São Paulo recebe o 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio

Publicado em

São Paulo vai sediar, nos próximos dias 23 e 24, a 10ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA). O evento promete reunir produtoras, empresárias, pesquisadoras e lideranças femininas do agro de todo o Brasil,  além de centenas de profissionais do setor, para discutir ideias que seguem contribuindo para transformar o campo e valorizar ainda mais a participação da mulher no agronegócio brasileiro.

Entre os destaques da programação, estão os debates sobre inovação na produção agropecuária, rastreabilidade de produtos, gestão sustentável e impacto das mudanças climáticas, além de painéis sobre o protagonismo feminino nas cadeias da soja, proteína animal, óleo de palma e práticas de bem-estar na pecuária. O encontro ainda abre espaço para a troca de experiências em mecanização agrícola, adoção de novas tecnologias de pesagem e valorização dos projetos de formação, como a tradicional “Universidade do Agro”, voltada para qualificação profissional.

O CNMA, reconhecido como foro de liderança e negócios femininos do campo, chega à décima edição assumindo o compromisso de impulsionar o protagonismo e ampliar o debate sobre diversidade, sustentabilidade e competitividade, temas fundamentais diante do cenário internacional cada vez mais exigente, sobretudo às vésperas da COP30.

Leia Também:  Dependente de importações, Brasil acende alerta para custos da próxima safra

Serviço

  • Data: 23 e 24 de outubro de 2025

  • Local: Transamerica Expo Center, São Paulo (SP)

  • Programação completa: [email protected]

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Agronegócio

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

Published

on

Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

Leia Também:  Produtores de milho de 9 estados e do DF já podem vender para estoques reguladores da Conab

Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

Leia Também:  Poder de compra do avicultor recua em outubro

Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA