POLÍTICA NACIONAL

Rodrigues cobra negociação com os EUA para incluir produtos na isenção tarifária

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O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (16), cobrou do governo brasileiro mais firmeza nas negociações com os Estados Unidos para garantir que o Brasil seja incluído na isenção tarifária anunciada para produtos agrícolas como café, cacau e frutas tropicais.

Ele explicou que, apesar da medida anunciada pelo governo de Donald Trump, o Brasil ficou fora da lista inicial de países beneficiados. Segundo Rodrigues, a exclusão coloca os produtores nacionais em desvantagem, já que continuam sujeitos a tarifas de até 50%, enquanto concorrentes estrangeiros obtêm acesso facilitado ao mercado norte-americano.

— Não fomos classificados de imediato como parceiros alinhados, categoria criada pelo governo norte-americano para definir quais são os países que têm direito ao benefício. Os nossos cafeicultores, os produtores de cacau da Bahia e os fruticultores do Brasil, por enquanto, não poderão exportar seus produtos para os Estados Unidos sob o regime tarifário zerado. A decisão abre portas, mas não nos entrega a chave. Caberá às autoridades nacionais lutar para conquistar esse status de parceiro alinhado, negociar com firmeza e inteligência, e garantir que os nossos agricultores não fiquem fora dessa oportunidade histórica — disse.

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Rodrigues disse que Roraima pode ser um dos estados mais prejudicados pela exclusão do Brasil da isenção tarifária. Ele lembrou que a fruticultura local corre o risco de perder espaço no mercado norte-americano devido às tarifas de até 50% que continuam a incidir sobre esses produtos.

— Roraima, em particular, tem muito a perder se ficarmos de fora. Nossa fruticultura de mangas, mamões, abacaxis, melancias e maracujás já provou sua qualidade em feiras e mercados internacionais. Com a isenção tarifária, nossos produtos poderiam conquistar novos clientes e expandir contratos. Sem ela e a isenção para outros países, enfrentaremos barreiras adicionais que encarecem os nossos produtos e reduzem a nossa competitividade — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Congresso deve analisar em junho veto ligado ao setor elétrico, diz Davi

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (21) que pretende convocar nova sessão conjunta do Congresso em junho para analisar vetos presidenciais pendentes, entre eles o que trata do aproveitamento de empregados de empresas estatais do setor elétrico federal privatizadas (VET 50/2025). 

A declaração foi dada em resposta a um apelo da deputada Heloisa Helena (Rede-RJ), que pediu a realização de nova sessão para apreciação do veto. Ao defender a derrubada da medida, a parlamentar citou trabalhadores do setor elétrico atingidos por processos de privatização. 

— Eu faço um apelo a Vossa Excelência que o mais rápido possível convoque uma nova sessão do Congresso para que possamos derrubar o Veto 50. O Congresso votou por unanimidade, como é que vai aceitar o veto sem nenhuma explicação? — argumentou. 

Davi afirmou que o tema vem sendo discutido nos últimos meses e indicou a intenção de realizar nova sessão entre os dias 8 e 15 de junho, após articulação entre líderes partidários e governo. 

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— A deputada Heloisa Helena tem tratado com a Presidência ao longo dos últimos meses sobre esse assunto. Quero pedir para os líderes partidários de todos os partidos que vossas excelências possam fazer uma reunião com a liderança do governo no Congresso para a gente tentar também buscar o entendimento — declarou. 

A manifestação ocorreu durante sessão do Congresso destinada à análise de vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Atualmente, há 86 vetos pendentes de deliberação

Veto integral

O Veto 50/2025 atingiu integralmente o Projeto de Lei (PL) 1.791/2019, do deputado Assis Carvalho (PT-PI), que autorizava o aproveitamento, em outras empresas públicas ou sociedades de economia mista, de trabalhadores de empresas públicas do setor elétrico federal privatizadas pelo Programa Nacional de Desestatização, quando não houvesse possibilidade de permanência na empresa adquirente. O texto previa realocação em funções com atribuições e remuneração compatíveis.  

Ao justificar o veto, o Poder Executivo alegou inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público. Entre os argumentos apresentados estão a criação de despesa sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro, possível impacto sobre metas fiscais e limites de gastos, além do entendimento de que a proposta permitiria aproveitamento de empregados em carreiras diferentes daquelas para as quais foram originalmente admitidos.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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