POLÍTICA NACIONAL

CE avalia política pública sobre o Fundeb na quarta

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A Comissão de Educação (CE) se reúne nesta quarta-feira (10), às 14h, para dar continuidade ao ciclo de avaliação de políticas públicas com foco no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), tornado permanente pela Emenda Constitucional 108.

Criado para financiar a educação básica no Brasil, o Fundeb reúne recursos da União, dos estados e dos municípios e os distribui de forma proporcional entre as redes públicas de ensino. O fundo é permanente e representa a principal fonte de financiamento da educação básica, assegurando salários de professores e manutenção de escolas em todo o país.

O requerimento (REQ 8/2025 – CE) para a audiência foi apresentado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Na justificativa, a parlamentar destacou a necessidade de avaliação periódica do Fundeb, em especial quanto à sua sustentabilidade financeira, à distribuição da complementação da União e à regulamentação de fontes adicionais de financiamento da educação.

Segundo a senadora, a discussão é essencial para assegurar a viabilidade do Fundeb e a melhoria da qualidade e do equilíbrio no acesso à educação básica no país.

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Convidados:

  • Dirigente municipal de Educação de Canarana (MT) e representante da Undime, Eduardo Ferreira da Silva,
  • Secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva,
  • Representante do Ministério da Educação (MEC),
  • Representante do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), 
  • Representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Oriovisto critica PEC que põe fim à escala 6×1 e defende debate no Senado

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O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) defendeu, em pronunciamento na quarta-feira (17), que o Senado Federal analise a proposta de emenda à Constituição que trata do fim da chamada escala 6×1 (seis dias de trabalho semanais para um de descanso). O parlamentar avaliou que a PEC 221/2019 pode ter impactos relevantes sobre as contas públicas e diferentes categorias profissionais  e destacou preocupações relacionadas ao impacto fiscal de mudanças no regime de trabalho. Segundo ele, o tema deve ser debatido com atenção pelo Senado.

— O impacto fiscal disso é enorme, a bomba fiscal que essas coisas representam são imensas, e votar essas coisas em período pré-eleitoral é uma loucura. As pessoas não estão fazendo contato com a realidade fiscal deste país. A escala 6×1 é a maior de todas as bombas fiscais que nós podemos aprovar  — declarou. 

Oriovisto também citou o setor agropecuário, especialmente atividades contínuas como granjas e criação de animais, para ilustrar possíveis efeitos de mudanças na jornada de trabalho. Segundo ele, esses segmentos já funcionam organizados conforme a escala atual. O senador afirmou ainda que alterações na escala poderiam impactar o custo de produção e o mercado de trabalho informal, com possíveis reflexos em diferentes setores da economia.

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— Se toda uma economia que está estruturada numa escala 6×1 mudar do dia para noite para uma escala 5×2, ela se desestrutura. Os países do Mercosul, vizinhos nossos, que passaram para essa escala fizeram a transição em oito anos, e queremos fazer em um mês ou dois. É uma coisa inviável —  afirmou. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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