POLÍTICA NACIONAL

Proposta prevê divulgação de canais de atendimento à mulher vítima de violência

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Avançou no Senado o projeto de lei que prevê a divulgação — no programa de rádio A Voz do Brasil — de canais de atendimento à mulher vítima de violência. O projeto (PL 754/2023) foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) na quarta-feira (20) e seguiu para análise em outro colegiado da Casa: a Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD).

A autora da proposta é a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA). Na CDH, a matéria contou com o parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que é a presidente da CDH.

O texto determina que, por um minuto, o programa A Voz do Brasil divulgue serviços destinados a enfrentar e prevenir a violência contra as mulheres.

O trecho que prevê essa medida deverá ser incluído, segundo o projeto, no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117, de 1962). Esse código exige retransmissão de A Voz do Brasil por 60 minutos nas emissoras de rádio.

A Voz do Brasil

Atualmente, o tempo do programa é dividido da seguinte forma: 25 minutos para o Poder Executivo, cinco minutos para o Judiciário, dez minutos para o Senado e 20 minutos para a Câmara.

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Transmitido de segunda a sexta-feira, entre 19h e 22h, A Voz do Brasil é o canal oficial de informações dos Três Poderes. Criado em 1935, é considerado o programa radiofônico mais antigo do país ainda em funcionamento. Damares Alves destacou que o programa mantém grande audiência no país, inclusive em regiões remotas.

— É um programa muito ouvido. Onde a gente passa, alguém fala: “Te ouvi na Voz do Brasil”. É adequado usá-lo como veículo dessa política pública, em razão de sua capilaridade territorial. A transmissão diária garante a repetição das informações, aspecto fundamental para a fixação do conhecimento sobre os serviços disponíveis — afirmou a relatora.

Damares ressaltou ainda que o Ligue 180, que é uma central de atendimento à mulher, vem registrando aumento de atendimentos nos últimos anos, o que demonstra a demanda por informações sobre canais de denúncia.

— Essa iniciativa legislativa [o projeto de lei aprovado pela CDH] representa não apenas uma medida prática de divulgação de informações de utilidade pública, mas um símbolo do compromisso institucional do Estado brasileiro com a erradicação da violência contra a mulher e a construção de uma sociedade mais igualitária — declarou a senadora.

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Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Rodrigo Baptista

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em audiência, feirantes do DF relatam medo de perder locais de trabalho

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Feirantes do Distrito Federal estão preocupados com uma licitação que, segundo eles, pode deixá-los sem local para exercer suas atividades. Em audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes, nesta segunda-feira (22) no Senado, eles pediram apoio dos parlamentares para garantir espaços comerciais e segurança jurídica para a profissão.

Em abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou regras que permitiam a ocupação de boxes em feiras sem processo licitatório. O tribunal declarou inconstitucionais dispositivos de uma lei distrital que regula o funcionamento das feiras públicas e público-privadas no Distrito Federal. Foi mantido apenas o dispositivo que autoriza, de forma provisória, a permanência dos ocupantes atuais até a realização da licitação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o risco de que a licitação abra espaço para especuladores sem vínculo com a atividade:

— O que nos preocupa é alguém que nem é feirante entrar na licitação e arrematar tudo e virar um shopping. Isso não pode acontecer — apontou.

O objetivo da reunião era ouvir a posição dos feirantes sobre o PL 117/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta cria regras para proteger feirantes tradicionais, isentando-os de licitações para renovação de espaço e garantindo o direito de transmitir o ponto a familiares.

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A presidente da frente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conclamou os parlamentares para uma luta coletiva em defesa da categoria. Ela sugeriu que a frente discuta a entrega de uma agenda de propostas a candidatos ao governo do Distrito Federal e ao governo federal.

— Se tem alguém que acorda de madrugada, que coloca sua saúde em risco o tempo todo, é o feirante. Então a gente vai ter que se unir para lutar — disse.

Sobre o PL 117/2026, Izalci Lucas, relator da proposta, alertou que precisará fazer ajustes no texto: uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado apontou que a proposta, na forma atual, invadiria a competência de estados e municípios. O senador também estuda incorporar ao projeto medidas previstas em outras iniciativas legislativas, como a questão da seguridade social para os feirantes.

— Há controvérsia em relação ao projeto. Estamos defendendo que ele é constitucional — afirmou.

Direito de uso

Na audiência pública, os feirantes pediram que seja reconhecido o “direito real de uso”, medida que assegura a utilização dos espaços para atividades comerciais e oferece maior segurança jurídica do que uma simples permissão de uso.

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— Os feirantes de Brasília e de todo o Brasil precisam de maior segurança. Esse documento dá estabilidade, garante mais tempo, dá estabilidade emocional ao feirante — disse Nalva Fomes, da Feira Permanente do Guará.

Orlando Batista dos Passos Filho, do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal, rejeitou o modelo de licitação, que, segundo ele, abre a possibilidade de participação de “não-feirantes”.  

— As feiras têm uma função social na comunidade onde estão inseridas. Não tem como comparar uma feira com um shopping center. Feira é um comércio de subsistência. A licitação vai desvirtuar o cunho social das feiras — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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