Agronegócio

Governo cria entrave para mais de 7 milhões de produtores rurais

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Até 4 de agosto, o Brasil contava com cerca de 7,9 milhões de imóveis rurais cadastrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), mas somente 4,4% desses cadastros — pouco mais de 357 mil propriedades — tinham a análise finalizada, segundo dados do Painel da Regularização Ambiental do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Esse é o tamanho do problema criado pelo governo ao vetar a dispensa do licenciamento ambiental para produtores cujo CAR ainda não foi analisado, dispositivo previsto no projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional. A decisão mantém uma barreira burocrática que penaliza a maioria dos agricultores e pecuaristas, prolongando a insegurança jurídica e atrasando a regularização ambiental no campo.

“Para que haja dispensa, tem que ter o CAR garantido na propriedade, e se ele não estiver em condições plenas, deve haver um plano de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para viabilizar essa regularização. Ou seja, sem CAR com análise concluída, a dispensa não será considerada”, afirmou o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério.

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiu ao veto com críticas contundentes. Em comunicado, a bancada ressaltou que o texto aprovado no Congresso Nacional é fruto de diálogo entre governo, setor produtivo e demais partes interessadas, e que o veto “retira avanços importantes para o desenvolvimento do agronegócio e a simplificação da legislação ambiental”. A FPA anunciou que seguirá mobilizada para buscar a reversão do veto e garantir a segurança jurídica dos produtores rurais.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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