POLÍTICA NACIONAL

Senado retoma análise de indicações com foco em Judiciário e saúde

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Com o fim do recesso parlamentar, o Senado retoma nesta semana a avaliação de indicações para cargos em órgãos estratégicos do Estado brasileiro. O calendário prevê, entre os dias 4 e 8, a leitura dos relatórios nas comissões. Entre os dias 11 e 15 de agosto, será feito um esforço concentrado para a realização das sabatinas dos indicados e a votação dos nomes nas comissões e no Plenário.

As primeiras sessões ocorrem nas comissões de Assuntos Sociais (CAS), Constituição e Justiça (CCJ), Educação (CE) e Meio Ambiente (CMA), com nomes para postos em agências reguladores e no Poder Judiciário. Apenas em agosto, 39 indicações devem passar pelo Senado. A lista completa dos indicados que aguardam decisão do Senado pode ser consultada no portal da Agência Senado.

Judiciário

A pauta de autoridades mais cheia é a da CCJ. Na quarta-feira (6), a partir das 9h, a comissão receberá 13 relatórios, incluindo três indicações para tribunais superiores:

Superior Tribunal de Justiça (STJ)

  • Carlos Augusto Pires Brandão, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (MSF 31/2025)
  • Maria Marluce Caldas Bezerra, procuradora do Ministério Público do Estado de Alagoas (MSF 39/2025)
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Superior Tribunal Militar (STM) 

A CCJ também vai analisar dois nomes para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e sete para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de uma indicação para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)

Saúde

Também na quarta, a partir das 10h30, a CAS recebe os pareceres sobre as indicações para o comando das agências nacionais de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de Saúde Suplementar (ANS): 

  • Wadih Nemer Damous Filho, indicado como diretor-presidente da ANS (MSF 87/2024) 
  • Leandro Pinheiro Safatle, indicado como diretor-presidente da Anvisa (MSF 91/2024)

Outras duas indicações para a diretoria da Anvisa também estão na pauta.

Outras agências

Todas as quatro comissões têm na pauta indicações para agências reguladoras. A CMA se reúne na terça-feira (5), a partir das 9h, para receber os relatórios sobre três nomes indicados para a diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA). Também na terça, a CE começa a análise de uma indicação para a diretoria da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em audiência, feirantes do DF relatam medo de perder locais de trabalho

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Feirantes do Distrito Federal estão preocupados com uma licitação que, segundo eles, pode deixá-los sem local para exercer suas atividades. Em audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes, nesta segunda-feira (22) no Senado, eles pediram apoio dos parlamentares para garantir espaços comerciais e segurança jurídica para a profissão.

Em abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou regras que permitiam a ocupação de boxes em feiras sem processo licitatório. O tribunal declarou inconstitucionais dispositivos de uma lei distrital que regula o funcionamento das feiras públicas e público-privadas no Distrito Federal. Foi mantido apenas o dispositivo que autoriza, de forma provisória, a permanência dos ocupantes atuais até a realização da licitação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o risco de que a licitação abra espaço para especuladores sem vínculo com a atividade:

— O que nos preocupa é alguém que nem é feirante entrar na licitação e arrematar tudo e virar um shopping. Isso não pode acontecer — apontou.

O objetivo da reunião era ouvir a posição dos feirantes sobre o PL 117/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta cria regras para proteger feirantes tradicionais, isentando-os de licitações para renovação de espaço e garantindo o direito de transmitir o ponto a familiares.

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A presidente da frente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conclamou os parlamentares para uma luta coletiva em defesa da categoria. Ela sugeriu que a frente discuta a entrega de uma agenda de propostas a candidatos ao governo do Distrito Federal e ao governo federal.

— Se tem alguém que acorda de madrugada, que coloca sua saúde em risco o tempo todo, é o feirante. Então a gente vai ter que se unir para lutar — disse.

Sobre o PL 117/2026, Izalci Lucas, relator da proposta, alertou que precisará fazer ajustes no texto: uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado apontou que a proposta, na forma atual, invadiria a competência de estados e municípios. O senador também estuda incorporar ao projeto medidas previstas em outras iniciativas legislativas, como a questão da seguridade social para os feirantes.

— Há controvérsia em relação ao projeto. Estamos defendendo que ele é constitucional — afirmou.

Direito de uso

Na audiência pública, os feirantes pediram que seja reconhecido o “direito real de uso”, medida que assegura a utilização dos espaços para atividades comerciais e oferece maior segurança jurídica do que uma simples permissão de uso.

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— Os feirantes de Brasília e de todo o Brasil precisam de maior segurança. Esse documento dá estabilidade, garante mais tempo, dá estabilidade emocional ao feirante — disse Nalva Fomes, da Feira Permanente do Guará.

Orlando Batista dos Passos Filho, do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal, rejeitou o modelo de licitação, que, segundo ele, abre a possibilidade de participação de “não-feirantes”.  

— As feiras têm uma função social na comunidade onde estão inseridas. Não tem como comparar uma feira com um shopping center. Feira é um comércio de subsistência. A licitação vai desvirtuar o cunho social das feiras — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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