POLÍTICA NACIONAL

Senado terá sessão especial em homenagem ao Pastor Gedelti Gueiros

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O Senado Federal terá nesta quinta-feira (17), às 15h, uma sessão especial para prestar homenagem póstuma ao pastor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, fundador da Igreja Cristã Maranata. O religioso morreu em 5 de julho, aos 93 anos. A iniciativa (RQS 544/2025) é do senador Magno Malta (PL-ES).

Nascido em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), em 1931, Gedelti Gueiros formou-se em odontologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Em 1954, fez especialização nos Estados Unidos e pós-graduação em didática. Ele atuou como professor universitário na UFES e também na Marinha.

Oriundo de família presbiteriana, o pastor teve formação cristã e, na década de 1960, fundou a Igreja Cristã Maranata, oficialmente instituída em 1968, em Vila Velha (ES). Desde então, de acordo com o requerimento, tornou-se uma referência nacional e internacional, sendo reconhecido por sua liderança, espiritualidade e dedicação ao ensino bíblico.

Sob sua liderança, a Igreja Cristã Maranata expandiu-se significativamente, passando a contar com mais de 5 mil templos no Brasil e presença em cerca de 100 países, como Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Japão. O pastor também se destacou pelo uso pioneiro da tecnologia na evangelização, promovendo transmissões via satélite de cultos e seminários.

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Mesmo nos últimos anos, já com a saúde fragilizada, Gedelti Gueiros manteve-se como líder espiritual da instituição, sendo considerado mentor de gerações de pastores e obreiros.

Na justificativa do requerimento, Magno Malta ressaltou o legado do pastor e manifestou solidariedade à família, em especial à filha, Jurama Barros Gueiros Bitran, além de amigos e fiéis da designação religiosa.

“Sua morte representa uma perda irreparável para o meio evangélico brasileiro e internacional, dada sua relevância histórica e o impacto de sua missão no campo da fé e do serviço cristão”— destaca o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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