A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) entregou, no primeiro semestre deste ano, 1.787 coletes balísticos aos policiais penais do Sistema Penitenciário de Mato Grosso. Com a aquisição, que representa um investimento de R$ 3,732 milhões em segurança operacional, a secretaria atende a todos os policiais penais com o equipamento.
O secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, explicou que a aquisição integra o projeto de valorização do trabalho do policial penal e destacou o papel dos profissionais no programa Tolerância Zero às facções criminosas dentro das unidades prisionais.
“Os equipamentos proporcionam mais segurança para nossas operações, que são frequentes. Trabalhamos em equipe e temos que auxiliar e nos valorizar mutuamente. Só assim vamos conseguir vencer o obstáculo, que é o enfrentamento às facções criminosas”, declarou o secretário.
Os coletes são equipamentos essenciais para proteger a vida dos policiais penais durante escoltas de presos, monitoramento de unidades prisionais e intervenções em situações críticas, como tentativas de fuga ou rebeliões.
A entrega dos coletes foi feita a todos os policiais das unidades prisionais e, ainda, às gerências especializadas, coordenadorias e ao corpo de guarda da Sejus. Foram adicionados coletes e substituídos aqueles que estavam próximos da data de validade.
O coordenador de Armamento e Logística Penitenciária da Sejus, Dilton Júnior, explicou que um colete tem um prazo de vencimento de 5 anos. “A política do sistema penitenciário é para que o policial não trabalhe com colete vencido. É uma conquista enorme da carreira. É um marco cada policial ter seu colete e sua arma, e um divisor de águas na história da Polícia Penal de Mato Grosso”, apontou.
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta sexta-feira (22.5), mais um dos alvos da Operação Vestigia, que investiga o roubo qualificado de aproximadamente 30 cabeças de gado realizado em uma propriedade rural localizada no Distrito de Três Flechas, em Confresa.
O suspeito, de 44 anos, foi localizado em sua casa, na zona urbana de Santa Cruz do Xingu. Ele é apontado como responsável pelo transporte do gado roubado, utilizando um caminhão de sua propriedade.
No momento da prisão, ele estava no mesmo caminhão apontado nas investigações como o utilizado no roubo. O suspeito havia chegado nesta madrugada de um frete realizado em Colíder e vinha sendo monitorado pela equipe da Delegacia de Santa Cruz do Xingu até o momento da prisão.
O crime
O crime ocorreu entre os dias 25 e 26 de junho de 2025, quando dois indivíduos armados e encapuzados invadiram uma propriedade rural, renderam o caseiro e o mantiveram amarrado por cerca de 24 horas enquanto realizavam a retirada do rebanho e de diversos objetos da fazenda.
Durante a ação criminosa, os suspeitos demonstraram conhecimento prévio da estrutura da propriedade, questionando a vítima sobre o curral, acessos internos e localização dos animais. Além do gado, também foram subtraídos outros bens da propriedade rural. Antes de deixarem o local, os autores ainda danificaram o sistema de internet da fazenda, dificultando o acionamento imediato de ajuda.
Operação Vestigia
A Operação Vestigia foi deflagrada na última quarta-feira (20.5) para o cumprimento de 10 mandados judiciais relacionados à investigação de um roubo de gado em uma propriedade rural no Distrito de Três Flechas, em Confresa.
As diligências, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Confresa (Derf de Confresa), identificaram vestígios de um caminhão boiadeiro utilizado no transporte do rebanho roubado, além de outros elementos que permitiram reconstruir a dinâmica criminosa e mapear o deslocamento dos animais após o crime.
Durante a fase operacional da operação, equipes da Derf de Confresa realizaram diligências simultâneas nos estados de Goiás, Pará e Mato Grosso, com apoio da Delegacia Regional de Vila Rica, do Núcleo de Inteligência da Regional de Vila Rica e da Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu.
Ao todo, com a prisão desta sexta-feira (22.5), a operação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. As investigações prosseguem para localização de outros envolvidos e cumprimento de ordens judiciais ainda pendentes.
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