Mato Grosso

Sema valida mais de 12 mil cadastros em apenas trinta dias após lançamento do CAR Digital 2.0

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Em apenas trinta dias, desde que o Cadastro Ambiental Rural (CAR Digital 2.0) foi lançado pelo Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) validou mais de 12 mil cadastros. A nova versão do sistema começou a operar em 04 de junho.

De acordo com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a quantidade expressiva de validações dos CARs vem sendo possível em razão da mudança de ótica implementada com a versão 2.0 do sistema.

“Na versão anterior, os cadastros eram validados de forma individual. Agora, estamos construindo as bases temáticas dos municípios e utilizamos a tecnologia para validação dos cadastros que estavam pendentes”, destacou a secretária.

Segundo ela, 55 municípios de Mato Grosso já estão com as bases temáticas de referência elaboradas e homologadas no CAR Digital 2.0. São informações sobre localização da hidrografia, dos remanescentes de vegetação nativa, das áreas de preservação permanente, reserva legal , entre outros dados de interesse para análise dos cadastros dos imóveis rurais.

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“Os 12 mil cadastros validados referem-se aos primeiros 34 municípios que tiveram as bases temáticas elaboradas e homologadas no sistema. No momento, já estamos com as bases de 55 municípios. A previsão é de que haja um aumento de validações nos próximos dias”, destacou a secretária.

Segundo ela, a expectativa é de que até o final do ano o sistema contemple bases temáticas de referência dos 142 municípios do Estado. Ela explica que a análise do cadastro ambiental rural é feita de forma automatizada a partir do cruzamento dos limites declarados pelo proprietário ou possuidor do imóvel rural, com as bases de referência e bases temáticas homologadas pelo órgão ambiental.

“Importante esclarecer que somente são elegíveis para submissão à análise automatizada os requerimentos de CAR que estejam aguardando análise, em análise, aguardando complementação ou suspenso”, destacou.

Etapas

De acordo com o decreto 1.473/2025, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 04 de junho, a análise automatizada do CAR Digital 2.0 ocorre em três etapas. Primeiro, é feito o cruzamento geoespacial do perímetro do imóvel rural elegível registrado no Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar) com as bases de referência e bases temáticas de referência.

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Na sequência, ocorre a classificação do cadastro como apto ou inapto para validação do CAR Digital e, por último, o interessado / cadastrante do CAR Digital é notificado para ciência acerca do resultado da análise automatizada e providências necessárias.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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