POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova plano para avaliar política nacional de alfabetização

Publicado em

A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (17) o plano de trabalho que vai orientar a avaliação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, política pública escolhida pelo colegiado para ser analisada neste ano. De acordo com o cronograma apresentado pela senadora Augusta Brito (PT-CE), serão promovidas cinco audiências públicas sobre o tema e análise documental e de dados a partir do levantamento de leis, decretos e troca de informações com alguns órgãos como o  Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A previsão é que o relatório final seja apresentado em novembro. 

De acordo com Augusta Brito, o objetivo da avaliação é mapear a situação atual da alfabetização no país, monitorar a política e pontuar os caminhos e as perspectivas para a superação de eventuais problemas identificados. 

— Uma vez que a Política Compromisso Nacional Criança Alfabetizada constitui a principal iniciativa federal voltada à garantia da alfabetização na idade certa, articulando esforços entre os entes federativos para o cumprimento de seus objetivos e tendo em vista sua abrangência e centralidade no enfrentamento das desigualdades educacionais existentes, entendemos que a avaliação a ser realizada pela Comissão de Educação deve se debruçar sobre a efetividade da política, especialmente em relação ao seu desenho, implementação e capacidade de induzir melhorias concretas na alfabetização e nas condições de ensino e aprendizagem nos primeiros anos da educação básica. 

A presidente da CE, senadora Teresa Leitão (PT-PE), elogiou o plano traçado por Augusta Brito ao considerar acertada a escolha da política pública. Segundo ela, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é “determinante para a qualidade do ensino” no Brasil. 

Leia Também:  Reforma tributária pode ser prejudicial ao esporte, alertam debatedores

— No ano passado, já no curso dessa política, alguns municípios apresentaram resultados de melhoria desse índice de alfabetização e, sobretudo, pelo conteúdo pedagógico, metodológico que a gente precisa dar ao processo de alfabetização para não aumentar o número de analfabetos funcionais, que ainda são muitos no nosso país, inclusive no ensino superior. 

Eixos 

Ainda de acordo com o plano apresentado por Augusta Brito, o trabalho vai considerar, de forma integrada, os aspectos relacionados à governança, ao desenvolvimento geral da política, aos desafios estruturais enfrentados pelos entes federativos e à sustentabilidade das ações propostas, especialmente à luz das desigualdades regionais, socioeconômicas e institucionais. 

A avaliação será organizada nos seguintes eixos: governança e gestão da política de alfabetização; formação de profissionais da educação e práticas pedagógicas; infraestrutura física e pedagógica; sistemas de avaliação e reconhecimento; e compartilhamento de boas práticas.

Audiências públicas

Segundo o cronograma, serão promovidas cinco audiências públicas, uma para cada eixo de avaliação. Entre os convidados sugeridos, estão representantes da diretoria de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação; dos conselhos de educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Também foi sugerida a participação de integrantes de entidades representativas do ensino, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Associação Brasileira de Alfabetização (ABalf). 

Lançado em junho de 2023, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental e foca a recuperação das aprendizagens das crianças do 3º, 4º e 5º ano afetadas pela pandemia. O compromisso estabelece, entre seus princípios, a promoção da equidade educacional, sendo considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; a colaboração entre os entes federativos; e o fortalecimento das formas de cooperação entre estados e municípios. 

Leia Também:  LDO de 2026 deve ser votada no início de setembro, diz Efraim

Repúdio 

Ainda durante a reunião, Teresa Leitão manifestou repúdio ao ato de agressão proferido por um pai a uma criança de 4 anos em uma escola de Brasília. A senadora lembrou do Estatuto da Criança e do Adolescente para reforçar a necessidade de proteção e segurança das crianças. Ela lamentou que o adulto tenha justificado seu ato culpando a vítima. Teresa defendeu que a prática de bullying, especialmente na escola, seja prevenida e combatida por meio de instrumentos pedagógicos. 

— As imagens que tomaram conta das redes sociais ontem são revoltantes e não podem ser banalizadas. As crianças estavam dançando na sua apresentação e um pai se dirigiu a uma outra criança com violência. É inaceitável que qualquer tentativa de justificar que esse ato covarde recaia sobre a vítima.  

O homem acusado de agredir a criança no domingo (15) invadiu o palco de uma apresentação infantil em uma escola de Vicente Pires, empurrando e derrubando uma criança. Em depoimento à Polícia Civil, disse que o filho dele sofria agressões constantes do menino e que “perdeu a cabeça” na festa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Oficina Legislativa promove premiação para estudantes e professores do DF

Published

on

A Oficina Legislativa do Senado Federal iniciou, nessa quarta-feira (29), o cadastro de propostas legislativas para a premiação de estudantes e professores do Distrito Federal. A iniciativa vai reconhecer, na categoria aluno, os dois autores das ideias legislativas com maior número de apoios no portal e-Cidadania. Na categoria professor, serão premiados os dois docentes com maior número de alunos com ideias aprovadas e publicadas. 

Criada em 2020, a Oficina Legislativa busca aproximar estudantes do processo legislativo. A atividade estimula a identificação de problemas nas comunidades e a elaboração de propostas que podem se transformar em projetos de lei.  

Nesta edição piloto de 2026, somente as instituições públicas e privadas do Distrito Federal podem participar. Serão entregues quatro notebooks, doados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), sendo dois para estudantes e dois para professores. 

Como funciona 

Podem participar estudantes a partir de 12 anos e professores de instituições de ensino público e privado do Distrito Federal, incluindo educação básica, ensino técnico e superior, além de modalidades como Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino especial, do campo, indígena e quilombola.  

Leia Também:  Lei reconhece obra de Sebastião Tapajós como manifestação da cultura nacional

Para concorrer, o professor deve cadastrar ao menos uma turma no sistema e gerar um código. Os alunos devem utilizar esse código ao enviar suas ideias legislativas pelo portal e-Cidadania, vinculando a proposta à turma. Os vencedores precisarão comprovar vínculo com a instituição de ensino por meio de ofício assinado via Gov.br. 

Cronograma

  • Cadastro de ideias: de 29 de abril a 5 de novembro de 2026. 
  • Contagem de apoios: de 29 de abril a 20 de novembro de 2026. 
  • Divulgação do resultado preliminar: até 4 de dezembro de 2026. 
  • Prazo para recursos: até três dias úteis após a divulgação do resultado preliminar. 
  • Resultado final: após a análise dos recursos. 

Mais informações estão disponíveis no regulamento da premiação. 

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA