O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã desta quarta-feira (11.6), duas vítimas que colidiram o veículo de passeio contra o guarda-corpo na cabeceira de uma ponte, na Transpantaneira, em Poconé (a 174,9 km de Cuiabá).
A equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) estava prestando ronda na área, quando localizou o carro do casal. Segundo as vítimas, eles trafegavam pela rodovia observando a vegetação quando se acidentaram.
Depois de realizar uma avaliação inicial, os bombeiros militares prestaram o atendimento pré-hospitalar. O motorista apresentava cortes contusos na região da cabeça, dores no tórax e abdômen, além de dificuldade para respirar. A passageira também relatava dores nas costelas, costas, ombro e falta de ar.
Após o atendimento, as vítimas foram encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para uma unidade de saúde.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Boca Maldita para cumprir ordens judiciais dentro de investigações que apuram uma série de ataques contra a honra de moradores, servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e região por meio da internet.
Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão com autorização judicial para a exploração de dispositivos eletrônicos, além de dois mandados de medidas cautelares. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Mirassol D’Oeste e Cuiabá.
As diligências, conduzidas pela Delegacia de Mirassol D’Oeste, têm como objetivo coletar provas e aprofundar as investigações sobre a possível prática reiterada dos crimes de injúria, difamação e calúnia.
Segundo as apurações, os investigados teriam utilizado redes sociais e outras plataformas digitais para disseminar conteúdos ofensivos, expondo vítimas, abalando reputações e ampliando o alcance das ofensas no ambiente virtual.
As investigações apontam que os ataques teriam atingido diversos cidadãos, incluindo servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e municípios vizinhos, gerando preocupação diante do potencial de propagação e do impacto causado pelas publicações.
Segundo o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelas investigações, a atuação coordenada em diferentes cidades levanta a suspeita da existência de uma possível associação criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a honra no ambiente digital, hipótese que será aprofundada no curso das investigações.
“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas. Os fatos apurados serão encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
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