Agronegócio

Colheita de café arábica começa com estimativa de 3,3 milhões de sacas

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A colheita do café arábica começou oficialmente nesta semana no Espírito Santo, terceiro maior produtor nacional da variedade. A expectativa é que a safra 2025 alcance 3,3 milhões de sacas de 60 quilos, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa cerca de 10% da produção brasileira prevista para o arábica este ano, reforçando o papel do estado na diversificação da cafeicultura nacional.

Tradicionalmente conhecido pelo café conilon — do qual lidera a produção no Brasil —, o Espírito Santo vem ampliando sua participação no cultivo do arábica, especialmente nas regiões de altitude das montanhas capixabas, como Venda Nova do Imigrante, Castelo, Afonso Cláudio e Domingos Martins. O clima mais ameno e o relevo acidentado favorecem a produção de grãos com qualidade superior, voltados para o mercado de cafés especiais.

A área plantada com arábica no estado é de aproximadamente 121,6 mil hectares, segundo a Conab, com produtividade média estimada em 27,1 sacas por hectare. Embora o rendimento ainda esteja abaixo de outras regiões produtoras — como o Sul de Minas —, os avanços tecnológicos e o manejo mais eficiente vêm reduzindo essa diferença. O destaque, neste ano, é o uso de novas cultivares mais produtivas e estáveis, desenvolvidas pela pesquisa pública.

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Esse esforço visa mitigar os efeitos da bienalidade — alternância natural entre safras altas e baixas no arábica —, que dificulta o planejamento e a estabilidade da renda do produtor. Também avança, ainda que timidamente, o uso da irrigação como estratégia para regularizar a produção e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

O Espírito Santo responde hoje por uma cafeicultura de base familiar em mais de 26 mil propriedades, com forte presença de pequenos e médios produtores. A renda gerada pela atividade movimenta economias locais e influencia diretamente indicadores sociais em dezenas de municípios do interior.

A diferença entre o arábica e o conilon é também econômica. Enquanto o conilon, mais resistente, é voltado para a indústria de solúvel e blends comerciais, o arábica capixaba mira o mercado de maior valor agregado. O Estado tem ampliado a presença em concursos de qualidade e exportações de cafés especiais, especialmente via cooperativas e microlotes certificados.

Com o preço do arábica em alta no mercado internacional — sustentado por demanda consistente e limitações climáticas em outras regiões produtoras —, a colheita de 2025 começa sob expectativa positiva. Resta saber como o produtor capixaba irá equilibrar qualidade, custo de produção e estabilidade frente às oscilações do clima e do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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