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Semana Gastronômica começa com ALMT homenageando chefes da gastronomia

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O Sesc Arsenal, em Cuiabá, foi palco da 7ª edição da Semana Gastronômica e sessão especial em reconhecimento aos profissionais da culinária do estado, realizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (21), de autoria dos deputados Wilson Santos (PSD) e Eduardo Botelho (União).

Na sessão, 93 chefes da gastronomia e empresários receberam Moção de Aplausos e mais três foram condecorados com o Título de Cidadão Mato-grossense: José Roberto da Silva, Leonardo Willian Barbosa e Elisa Duarte.

A sessão solene faz parte das comemorações ao Dia Nacional do Chefe de Cozinha, 13 de maio, e segue durante três dias com palestras e atividades culturais. Entre os destaques a azeitóloga Ana Beloto, autora do livro Não Escolha o Azeite pela Acidez, que profere palestra sobre azeites brasileiros e a culinária mato-grossense, preparando o tradicional doce furrundu com azeite.

“Minha primeira vez em Cuiabá e como uma boa mineira adoro uma gastronomia e fui recebida com muito acolhimento aqui. Estou adorando os sabores mato-grossenses, inclusive tem furrundu na minha aula com azeites brasileiros, a intenção é conhecer um pouco mais sobre os azeites, falar sobre as curiosidades e mitos, e não escolher mais o azeite pela acidez”, afirmou Beloto ao destacar o seu encantamento com os sabores da terra.

Outra presença marcante é a do renomado chefe de cozinha das celebridades Reginaldo Gonçalves, o chefe Regi, que morou nas ruas e conseguiu se formar em gastronomia há 10 anos. Em 2023 recebeu o Prêmio Gastronomia Preta. Atuando em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, Regi destacou o trabalho da ALMT em reconhecer o setor gastronômico.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

“Para comer, eu revirava lixo. Sempre tive o sonho de ser cozinheiro, mas sofri muito preconceito”, relembra. Com apoio da avó, ele estudou, trabalhou em grandes hotéis e hoje atua como personal chef para celebridades. “Sou realizado. A gastronomia cuiabana é rica, os peixes são maravilhosos e a classe política abraçou o projeto. Nunca vi algo assim no Brasil. Esse evento já virou tradição e vai crescer ainda mais”.

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Um dos autores da sessão, o deputado Wilson Santos ressaltou sobre os sabores da terra. “Nós temos uma das melhores e mais deliciosas mesas gastronômicas do Brasil, elogiada do Oiapoque ao Chuí, e é uma categoria que poucas vezes ou nenhuma vez foi lembrada e registrada como importante nessa cadeia produtiva do Estado. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso todo ano vem fazendo homenagens e entregando honrarias a pessoas anônimas, muitas delas desconhecidas, mas que geram milhares de empregos em bares, em hotéis e restaurantes, em shopping center e mercearias. Fazem da nossa comida uma das mais desejadas de todo o país e hoje estamos aqui entregando honrarias aqueles que destacaram ao longo de 2024”, afirmou, ao sugerir que o evento seja uma referência para outros estados.

Produzindo queijos desde 1998, a família do deputado Gilberto Cattani (PL) foi uma das homenageadas.

“A gente fica muito feliz com esse reconhecimento à queijaria que a minha filha Raquel (in memoria) deixou. Estamos conseguindo dar continuidade a esse legado junto com a minha esposa Sandra”, disse Cattani, ao enaltecer a importância dos pequenos produtores à gastronomia. “Não existe um emprego, não existe uma atividad,e que não tenha a agricultura como pano de fundo. Tudo que você faz, primeiro nasce lá na agricultura”.

Mato-grossense de Nossa Senhora do Livramento, o deputado Eduardo Botelho gosta de apresentar o preparo de pratos típicos nas suas redes sociais e considera Mato Grosso como o estado com a melhor gastronomia do país. “É reconhecida por todos que por aqui passam e levam essa lembrança dos sabores da nossa terra. Por isso, temos que homenagear essas pessoas que fazem da nossa história, das nossas tradições, o sabor gostoso que atrai turistas que por aqui passam”.

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Idealizador da semana gastronômica em Cuiabá, Fábio Cruz é o presidente da Associação dos Profissionais de Cozinha de Mato Grosso, formada por mais de 70 mil profissionais do estado. Defende políticas públicas que ampliem a capacitação gerando oportunidades para os cidadãos ingressarem na área gastronômica.

“Homenageamos do pequeno chefe até os mais renomados. Então, é muito importante que os deputados abracem essa causa, continuem nos ajudando a qualificar mais profissionais na área”, disse, ao destacar a luta nacional para normatizar o setor.

Raquel Molina e Luiz Oliveira criaram a primeira vinícola de Mato Grosso, em Chapada dos Guimarães, a Locanda do Vale, que produz vinhos finos ,e se preparam para a quinta colheita de uvas. “Estamos numa crescente produção a cada colheita e o vinho mato-grossense começa a se consolidar no mercado”, afirmou o casal.

O suplente de deputado Edcley Coelho (PSB) aproveitou a oportunidade para destacar a gastronomia de Vila Bela da Santíssima Trindade. “Nós também temos uma culinária muito rica dos povos quilombola. Fico muito feliz de poder estar aqui e prestigiar junto com os colegas deputados nesta noite memorável para homenagear as grandes personalidade da culinária Mato-grossense.”

Outra homenageada foi a jovem Isadora Ojeda, que há dois anos criou a Nina Doce Gourmet. “É uma honra receber essa homenagem da classe gastronômica de Mato Grosso, sendo reconhecida pelos deputados e pelo chefe Fábio Cruz. É um incentivo para continuar cada vez mais contribuindo com a nossa gastronomia”, comemorou.

Fonte: ALMT – MT

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TRE-MT autoriza “Cowboy do Povo” a usar chapéu na urna e consolida entendimento sobre identidade sociocultural de candidatos

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu, por unanimidade, julgar improcedente a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral contra o registro de candidatura de Roberto Bernardo dos Santos Filho, o “Cowboy do Povo”, candidato a deputado estadual, e autorizou a manutenção da fotografia com chapéu na urna eletrônica.

A discussão surgiu porque a Resolução TSE nº 23.609/2019 estabelece restrições à utilização de elementos cênicos e adornos nas fotografias dos candidatos. A defesa, conduzida pelos advogados Carlos Hayashida e Estácio Chaves, sustentou que o chapéu, no caso concreto, não constitui elemento artificial de propaganda, mas integra há anos a identidade pública, profissional e sociocultural do candidato.

A tese foi acolhida pelo TRE-MT. Para o Tribunal, ficou demonstrado que Roberto construiu sua imagem pública ligada à figura do “Cowboy do Povo”, inclusive por sua atuação na cultura sertaneja, participação em rodeios, cavalgadas e exposições e pela apresentação do programa televisivo “A Hora do Cowboy”. A Corte destacou ainda que o acessório não possui conteúdo propagandístico e não prejudica a identificação do candidato pelo eleitor.

A decisão se insere em um debate que ganhou destaque nas Eleições de 2026. Em Mato Grosso, candidatos identificados com o meio rural aparecem nas fotografias oficiais utilizando chapéu, entre eles Nelson Barbudo, Gilberto Cattani e Thiago Boava, o Hey Roy. Cattani e Boava estão com os registros deferidos, e levantamento nacional identificou Cattani entre os candidatos que aparecem de chapéu na foto de urna. No caso de Nelson Barbudo, o próprio TRE-MT autorizou expressamente a manutenção do tradicional chapéu, reconhecendo sua vinculação histórica à imagem pública do parlamentar.

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No cenário nacional, o principal precedente jurídico citado pelo TRE-MT é o caso Douglas Belchior, de São Paulo. Em 2022, o TSE autorizou que o então candidato utilizasse boné de aba reta na fotografia da urna, reconhecendo o acessório como elemento relacionado à sua identidade sociocultural e à cultura rapper. O tema voltou ao centro do debate em 2026 com a fotografia do presidente Lula usando chapéu, situação em que o Ministério Público Eleitoral também concluiu pela inexistência de irregularidade, por não haver conteúdo de propaganda nem dificuldade de reconhecimento.

O acórdão do caso “Cowboy do Povo” avança ao estabelecer de forma expressa que a proibição de adornos não pode ser aplicada automaticamente quando o acessório integra a identidade pública e sociocultural do candidato. Segundo a tese aprovada pelo TRE-MT, o chapéu é admissível quando não possui conotação de propaganda eleitoral, não dificulta o reconhecimento e existe demonstração de sua vinculação histórica à imagem pública do candidato.

Para o advogado eleitoral Carlos Hayashida, que atuou no caso ao lado do advogado Estácio Chaves, a decisão representa uma interpretação da legislação eleitoral adequada à realidade social dos candidatos.

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“A fotografia da urna existe para identificar o candidato, e não para apagar características que fazem parte de sua própria identidade. Demonstramos que o chapéu não era um elemento criado para a campanha, mas uma característica histórica da imagem do Cowboy do Povo. O TRE-MT acolheu essa distinção e aplicou a norma de acordo com sua finalidade”, destaca Hayashida.

A defesa também demonstrou a diferença entre o caso atual e precedente anterior do próprio TRE-MT utilizado pelo Ministério Público. O Tribunal reconheceu expressamente que as situações possuíam particularidades distintas e valorizou a manifestação tempestiva do candidato e a documentação apresentada para comprovar sua identidade pública.

O julgamento ocorreu na sessão de 8 de setembro de 2026, e todos os integrantes da Corte acompanharam a relatora, juíza Juliana Maria da Paixão Araújo, garantindo a Roberto Bernardo dos Santos Filho o registro para disputar uma vaga de deputado estadual pelo número 45022, com o nome de urna “Cowboy do Povo”, mantendo o chapéu em sua fotografia oficial.

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