POLÍTICA NACIONAL

Beto Faro questiona projeto que concede a Recife o título de capital do brega

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O projeto de lei que concede a Recife o título de Capital Nacional do Brega, aprovado pela Comissão de Educação e Cultura (CE), vai passar por análise no Plenário do Senado. O projeto (PL 2.521/2021) estava pronto para ir à sanção do presidente da República, mas um recurso apresentado pelo senador Beto Faro (PT-PA) na terça-feira (20) fez com que a matéria seja levada ao Plenário.

De acordo com o senador, a tramitação da proposta “não obedeceu a todos os critérios objetivos” para apurar o mérito desse tipo de concessão — como o interesse público, a verdade e a regularidade.

Ele argumenta que não houve a manifestação de interesse público por meio de uma audiência pública. Também alega que o processo “não guarda equivalência” sobre a identificação da capital pernambucana com esse gênero musical (o brega), a exemplo de outras manifestações culturais, como o frevo e o maracatu.

Beto Faro ressalta que não deseja a rivalização entre estados, mas lembra que no Pará o brega já constitui patrimônio cultural e imaterial do estado desde 2021, por meio da Lei 9.310, de 2021.

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“Tal iniciativa [a lei 2021] visou institucionalizar, consagrar, valorizar e fomentar o gênero ‘brega’ em suas diversas manifestações, desde as tradicionais aparelhagens até os subgêneros como tecnobrega, calypso e melody. Portanto, a oficialização desse status ao ‘brega’ refletiu o compromisso do estado em proteger e promover uma das mais autênticas expressões culturais da Amazônia, exercida, massivamente, em especial, na cidade de Belém”, afirma ele em seu recurso.

O projeto

O PL 2.521/2021 foi apresentado há cerca de quatro anos pelo deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE). No Senado, o projeto foi aprovado no dia 13 de maio na Comissão de Educação e Cultura (CE), quando contou com o parecer favorável do senador Humberto Costa (PT-PE).

Na ocasião, Humberto Costa destacou a importância de se valorizar essa manifestação cultural e a relevância da mesma para a atividade econômica de Pernambuco.

— Vale lembrar que o brega também foi uma manifestação cultural muito forte durante a ditadura militar, quando esse movimento [cultural] falava para uma população importante, que era o das pessoas oprimidas socialmente. Foi uma forma de resistência, na qual temas que eram tabus eram abordados. Então o projeto é uma homenagem a esse tema musical, que cumpriu também um papel de resistência — declarou o senador. 

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Como a matéria havia sido aprovada na comissão em decisão terminativa, o texto poderia seguir diretamente para a sanção do presidente da República — a não ser que fosse apresentado recurso para votação no Plenário do Senado, que foi o que aconteceu.

O recurso de Beto Faro foi assinado por ele e mais nove senadores.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Senado vai celebrar campanha nacional de combate à violência contra a mulher

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O Plenário do Senado fará uma sessão especial para comemorar a campanha nacional Agosto Lilás, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

A sessão foi solicitada pela senadora Leila Barros (PDT-DF) por meio de um requerimento: o RQS 9/2026. A data do evento ainda será marcada.

“A sessão especial proposta busca fortalecer essa mobilização, destacando avanços e desafios relacionados à Lei Maria da Penha e às políticas públicas de prevenção, proteção e acolhimento às vítimas”, diz a senadora no requerimento.

Ela também afirma que, “diante dos altos índices de feminicídio e das diversas formas de violência ainda presentes no país, é dever do Parlamento promover espaços de reflexão e proposição de soluções. A realização da sessão demonstra o compromisso do Senado Federal com a promoção da igualdade de gênero, com a defesa dos direitos humanos e com a construção de uma sociedade livre de violência“.

O requerimento também foi assinado pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Damares Alves (Republicanos-DF), Daniella Ribeiro (PP-PB), Esperidião Amin (PP-SC), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Humberto Costa (PT-PE), Lucas Barreto (PSD-AP), Mara Gabrilli (PSD-SP), Professora Dorinha Seabra (União-TO) e pela então senadora Augusta Brito (PT-CE).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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