Agronegócio

Comissão aprova securitização de dívidas para produtores atingidos por desastres climáticos

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou, nesta terça-feira (20.05), o Projeto de Lei 320/2025 que autoriza a securitização de dívidas contraídas entre 2021 e 2025 por agricultores afetados por estiagens, enchentes e outros desastres naturais.

De autoria do senador Luiz Carlos Heinze, o projeto permite que essas dívidas sejam convertidas em títulos lastreados pelo Tesouro Nacional, com limite global de R$ 60 bilhões. Assim os produtores poderão usar suas dívidas como um produto financeiro e antecipar o recebimento de recursos para financiar novos projetos.

O texto inclui débitos de custeio, investimento e comercialização, com teto individual de R$ 5 milhões por produtor, prazo de pagamento de até 20 anos e carência de três anos. Empresas cerealistas também poderão ser beneficiadas.

Os juros serão escalonados conforme o perfil do produtor: 1% ao ano para agricultores do Pronaf, 2% para os do Pronamp e 3% para os demais. O projeto prevê ainda desconto de até 30% nas parcelas quitadas em dia, limitado a R$ 100 mil, e 15% sobre o valor excedente.

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A proposta também cria uma linha de crédito especial com recursos do BNDES, voltada à recuperação do solo e à implementação de sistemas de irrigação, com juros de até 5% ao ano. Entre outras medidas, estão previstas a manutenção do acesso ao crédito, a prorrogação automática de dívidas por 12 meses em caso de novos eventos climáticos e a exclusão das parcelas já indenizadas pelo Proagro no cálculo do saldo devedor.

O texto institui ainda um fundo garantidor, formado com 0,2% da produção anual dos beneficiários. A gestão ficará a cargo do Tesouro Nacional, com fiscalização do Banco Central e do Tribunal de Contas da União.

A proposta segue agora para análise na Comissão de Assuntos Econômicos.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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