POLÍTICA NACIONAL

Avança plano de navegabilidade e conservação de rios da Amazônia

Publicado em

A Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) aprovou nesta terça-feira (13) o projeto de lei que institui o Plano Rios Livres da Amazônia, com ações para promover a conservação e garantir a navegabilidade dos rios na Amazônia Legal (PL 4.199/2024). De autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), a proposta segue agora para análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA), que terá a palavra final.

O Plano será estruturado a partir das bacias hidrográficas, consideradas unidades territoriais de gestão. Estão previstas ações como dragagem, manejo integrado e sinalização das vias interiores. Entre as diretrizes estão a promoção da cooperação federativa, a redução da poluição dos rios, o incentivo à educação ambiental e à pesquisa tecnológica para soluções inovadoras no transporte hidroviário. O objetivo da medida é compatibilizar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação dos recursos hídricos da região.

A governança será exercida de forma descentralizada, com o envolvimento de comitês de bacia hidrográfica, um comitê gestor com representantes da União, estados e usuários, além de órgãos públicos com atuação relacionada. O comitê gestor será responsável por elaborar e atualizar o plano a cada quatro anos, coordenar a integração dos entes federativos e apoiar os comitês de bacia. Esses, por sua vez, deverão instituir programas de execução locais, acompanhar as ações, articular governos e promover debates sobre transporte hidroviário em suas áreas.

Leia Também:  Davi Alcolumbre: Somos o elo entre o povo e as instâncias de decisão global

Segundo Petecão, a proposta pretende enfrentar desafios históricos da navegabilidade na região Norte, como a falta de infraestrutura adequada, a sazonalidade das chuvas e os impactos das mudanças climáticas, aliados à degradação das margens dos rios. Ele ressaltou que, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), apenas 31% dos 63 mil quilômetros de rios com potencial de navegação no país são aproveitados comercialmente.

Relator do projeto, o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) elogiou a iniciativa e reforçou a importância do tema para a região.

— Esse projeto, sem dúvida alguma, traz grandes chances de desenvolvimento da Amazônia de forma sustentável — apontou.

A Amazônia Legal abrange todo os estados da região Norte, o Mato Grosso e a maior parte do Maranhão (com exceção apenas do extremo leste do estado). A área corresponde à esfera de atuação da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Se também for aprovado pela CMA, o projeto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Leia Também:  Girão denuncia 'censura' e 'perseguição' a produtora por documentário sobre Maria da Penha

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Em audiência, feirantes do DF relatam medo de perder locais de trabalho

Published

on

Feirantes do Distrito Federal estão preocupados com uma licitação que, segundo eles, pode deixá-los sem local para exercer suas atividades. Em audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes, nesta segunda-feira (22) no Senado, eles pediram apoio dos parlamentares para garantir espaços comerciais e segurança jurídica para a profissão.

Em abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou regras que permitiam a ocupação de boxes em feiras sem processo licitatório. O tribunal declarou inconstitucionais dispositivos de uma lei distrital que regula o funcionamento das feiras públicas e público-privadas no Distrito Federal. Foi mantido apenas o dispositivo que autoriza, de forma provisória, a permanência dos ocupantes atuais até a realização da licitação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o risco de que a licitação abra espaço para especuladores sem vínculo com a atividade:

— O que nos preocupa é alguém que nem é feirante entrar na licitação e arrematar tudo e virar um shopping. Isso não pode acontecer — apontou.

O objetivo da reunião era ouvir a posição dos feirantes sobre o PL 117/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta cria regras para proteger feirantes tradicionais, isentando-os de licitações para renovação de espaço e garantindo o direito de transmitir o ponto a familiares.

Leia Também:  Projeto das diretrizes para atividades de inteligência começa a tramitar no Plenário

A presidente da frente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conclamou os parlamentares para uma luta coletiva em defesa da categoria. Ela sugeriu que a frente discuta a entrega de uma agenda de propostas a candidatos ao governo do Distrito Federal e ao governo federal.

— Se tem alguém que acorda de madrugada, que coloca sua saúde em risco o tempo todo, é o feirante. Então a gente vai ter que se unir para lutar — disse.

Sobre o PL 117/2026, Izalci Lucas, relator da proposta, alertou que precisará fazer ajustes no texto: uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado apontou que a proposta, na forma atual, invadiria a competência de estados e municípios. O senador também estuda incorporar ao projeto medidas previstas em outras iniciativas legislativas, como a questão da seguridade social para os feirantes.

— Há controvérsia em relação ao projeto. Estamos defendendo que ele é constitucional — afirmou.

Direito de uso

Na audiência pública, os feirantes pediram que seja reconhecido o “direito real de uso”, medida que assegura a utilização dos espaços para atividades comerciais e oferece maior segurança jurídica do que uma simples permissão de uso.

Leia Também:  Davi Alcolumbre: Somos o elo entre o povo e as instâncias de decisão global

— Os feirantes de Brasília e de todo o Brasil precisam de maior segurança. Esse documento dá estabilidade, garante mais tempo, dá estabilidade emocional ao feirante — disse Nalva Fomes, da Feira Permanente do Guará.

Orlando Batista dos Passos Filho, do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal, rejeitou o modelo de licitação, que, segundo ele, abre a possibilidade de participação de “não-feirantes”.  

— As feiras têm uma função social na comunidade onde estão inseridas. Não tem como comparar uma feira com um shopping center. Feira é um comércio de subsistência. A licitação vai desvirtuar o cunho social das feiras — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA