Termina nesta sexta-feira (9.5) o prazo de inscrições para o 7º Curso de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (7º CPCIF). O objetivo do curso é capacitar os combatentes para atuarem no enfrentamento dos incêndios florestais e queimadas ilegais em Mato Grosso. Os militares interessados podem se inscrever através do link.
De acordo com o coordenador do 7º CPCIF, capitão BM Isaac Yoshitake Wihby, o curso busca associar a rusticidade exigida no campo às tecnologias que o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) dispõe, proporcionando melhor desempenho durante o atendimento das ocorrências.
Neste 7º CPCIF estão disponíveis 44 vagas, conforme distribuição prevista no edital do curso. A seleção dos candidatos será realizada em duas etapas, sendo o Teste de Aptidão Física (TAF) e o Teste de Aptidão Física Específica (TAE). Durante o TAE os candidatos serão submetidos a provas como corrida de 8 km, shuttle run de velocidade, subida em cabo vertical de 6 metros e uma marcha final de 5 km com mochila costal de 20 kg.
De acordo com o edital, a sétima edição do curso tem o início previsto para o dia 7 de julho e término em 30 de agosto, e será realizado nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, parte das instruções ocorrerão em diferentes municípios do estado para abranger os três biomas presentes em Mato Grosso: Cerrado, Amazônia e Pantanal.
A grade curricular abrange desde fundamentos teóricos sobre incêndios florestais até disciplinas práticas como operações aéreas e atuação em áreas remotas. Além disso, temas como legislação ambiental, logística de operações e aplicação de tecnologias no combate ao fogo também complementarão a formação dos bombeiros.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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