A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em conjunto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), deflagrou operação contra extração ilegal de minérios em Colíder, Guarantã do Norte, Paranaíta e Alta Floresta.
Foram fiscalizados 12 empreendimentos de atividade de extração mineral nos quatro municípios. Onze deles foram multados em R$550 mil, sendo que oito foram embargados. Também foram apreendidas seis máquinas escavadeiras hidráulicas.
A operação foi realizada entre 25 de março e 1º de abril. O objetivo foi atender denúncias formalizadas junto ao Ministério Público e Ouvidoria Setorial da Sema, além de dados da plataforma de monitoramento com imagens de satélite Planet, tratados pela Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento da Sema.
Quatro dos pontos fiscalizados possuem licença ambiental, mas operavam em desacordo com o projeto aprovado, como a extração mineral em área não autorizada. Cinco das máquinas apreendidas foram destinadas aos municípios, assim como 10 motores com bombas d’água.
“Nessa operação de combate a extração mineral ilegal, foram observados todos os critérios relacionados a apreensão de bens, tendo como ponto principal a segurança da equipe. Os alvos fiscalizados estavam localizados relativamente próximos às sedes de municípios, o que proporcionou a disponibilidade de rede de comunicação com as prefeituras, fornecendo apoio logístico e espaço físico para depósito das máquinas e motores apreendidos”, explicou o coordenador de Fiscalização de Empreendimentos da Sema, Thiago Queiroz.
Os crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, pelo 65 98153-0255, pelo email [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão ou em uma das regionais da Sema.
Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Boca Maldita para cumprir ordens judiciais dentro de investigações que apuram uma série de ataques contra a honra de moradores, servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e região por meio da internet.
Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão com autorização judicial para a exploração de dispositivos eletrônicos, além de dois mandados de medidas cautelares. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Mirassol D’Oeste e Cuiabá.
As diligências, conduzidas pela Delegacia de Mirassol D’Oeste, têm como objetivo coletar provas e aprofundar as investigações sobre a possível prática reiterada dos crimes de injúria, difamação e calúnia.
Segundo as apurações, os investigados teriam utilizado redes sociais e outras plataformas digitais para disseminar conteúdos ofensivos, expondo vítimas, abalando reputações e ampliando o alcance das ofensas no ambiente virtual.
As investigações apontam que os ataques teriam atingido diversos cidadãos, incluindo servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e municípios vizinhos, gerando preocupação diante do potencial de propagação e do impacto causado pelas publicações.
Segundo o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelas investigações, a atuação coordenada em diferentes cidades levanta a suspeita da existência de uma possível associação criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a honra no ambiente digital, hipótese que será aprofundada no curso das investigações.
“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas. Os fatos apurados serão encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
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