POLÍTICA NACIONAL

Esperidião Amin alerta para dificuldades em universidades federais de SC

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Durante discurso no Plenário do Senado nesta terça-feira (1º), o senador Esperidião Amin (PP-SC) expressou preocupação com a situação financeira de duas universidades federais de Santa Catarina: a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com sede em Chapecó. Segundo o parlamentar, ambas enfrentam dificuldades estruturais, como falta de professores e compressão curricular. Ele elogiou a maturidade dos estudantes da UFFS nas reivindicações por melhorias.

— A educação precisa de uma revisão. Neste momento em que a tarefa sobre o Plano Nacional de Educação é nossa, do Senado, nós temos que avaliar formas de ajudar as nossas universidades federais — defendeu Esperidião Amin, destacando o trabalho de qualidade desenvolvido no interior catarinense e nos estados vizinhos, Paraná e Rio Grande do Sul.

O senador aproveitou para destacar uma experiência bem-sucedida do Instituto Federal Catarinense, em Concórdia, onde uma pesquisa financiada por emenda parlamentar conseguiu converter plástico em combustível. Segundo ele, a iniciativa demonstra o potencial das instituições federais de ensino na geração de soluções inovadoras e sustentáveis.

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“Perdeu, mané”

Esperidião Amin também comentou o julgamento de Débora Rodrigues dos Santos, que escreveu com batom a frase “Perdeu, mané” em estátua da Justiça, no Supremo Tribunal Federal (STF). Criticando a pena sugerida de 14 anos de prisão, o senador afirmou que o episódio representa um exagero e celebrou o posicionamento do ministro Luiz Fux como um sinal de moderação.

— Ministro Luiz Fux, ao dizer que vai analisar, que não concorda com esse propósito de dar 14 anos de cadeia para a Sra. Débora, nos oferece o primeiro momento de perspectiva de autocontenção para o Supremo Tribunal Federal — comemorou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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