Mato Grosso

Entenda quais são os grupos de risco para dengue e chikungunya em Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) fez uma análise técnica sobre os óbitos causados por arboviroses, como dengue e chikungunya, em Mato Grosso. O estudo reforça a necessidade de atenção especial para indivíduos com mais de 50 anos e com comorbidades, principalmente hipertensão, que são mais suscetíveis a complicações graves causadas pelas arboviroses.

Em 2025, todos os óbitos por chikungunya ocorreram em indivíduos acima de 60 anos. O levantamento também revela que todas as vítimas de chikungunya apresentaram doenças preexistentes. A hipertensão foi a condição mais comum, registrada em 14 casos, seguida por diabetes (4 casos), hepatopatias (2 casos) e doença renal (1 caso).

Já em relação à dengue, o perfil dos óbitos é semelhante, com três vítimas do sexo masculino e duas do sexo feminino. A faixa etária mais afetada foi a de 50 anos ou mais. As doenças preexistentes incluem hepatopatias, diabetes e doença renal.

“Estamos vivendo um cenário preocupante com o aumento no número de óbitos em decorrência das arboviroses. Precisamos que a população faça a sua parte para acabar com os focos do mosquito e esteja atenta aos grupos de risco para essas doenças. Dentre as medidas preventivas, estão verificar locais com acúmulo de água, tampar caixas d’água, esvaziar recipientes, descartar corretamente o lixo, limpar as calhas, não acumular sucata e entulho, além de usar repelente”, alertou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

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Atenção aos sintomas

As arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti apresentam sintomas semelhantes, mas com características distintas que permitem diferenciá-las:

Dengue: caracteriza-se por febre alta (acima de 38°C) de início súbito, dores musculares intensas, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e, em alguns casos, manchas vermelhas na pele. Em situações mais graves, pode evoluir para dengue grave, com risco de vida. Dentre os sinais de alerta para a dengue, estão dores abdominais, vômitos, letargia (estado de profunda e prolongada inconsciência) ou irritabilidade e sangramentos de mucosa.

Zika: apresenta febre baixa ou ausência de febre, erupções cutâneas (manchas vermelhas) acompanhadas de coceira intensa, conjuntivite sem secreção e dores nas articulações. Embora geralmente seja uma doença autolimitada, a infecção por zika durante a gestação pode causar microcefalia e outras malformações no feto.

Chikungunya: manifesta-se com febre alta de início súbito, dores intensas nas articulações (principalmente mãos e pés), dores musculares e erupções cutâneas. As dores articulares podem persistir por semanas ou meses, causando desconforto significativo.

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A SES lançou o Painel Arboviroses, uma plataforma de monitoramento em tempo real dos casos em Mato Grosso. Através do painel, é possível consultar os números de casos prováveis e confirmados de dengue, zika e chikungunya em todos os municípios do Estado, bem como o nível de incidência das doenças em cada cidade – clique aqui para acessar o painel.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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