Estão abertas as inscrições para a oficina de Canto Coral, Vozes Migrantes, que promove o conhecimento musical de diversos países. A iniciativa é viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital Viver Cultura – Identidades da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
“Este projeto promove o conhecimento do próximo, perante o cenário tão diverso em Mato Grosso, enquanto culturas e etnias. Além da inclusão, esta proposta possibilita que os envolvidos possam vivenciar parte dos aspectos culturais, como é cantar nas diferentes línguas”, explica a proponente do projeto, Yndira Gabriela Fleitas.
Entre os idiomas estão o japonês, espanhol e português. “É uma experiência rica, tanto para a comunidade mato-grossense como para os imigrantes, que vão poder exercitar o português”, finaliza.
Serão 40 vagas no total. Para se inscrever, o interessado deve ter acima de 8 anos e preencher o formulário disponível aqui
Os ensaios são realizados todas as sextas-feiras, das 15h até 17h, na Sala do Coral da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). No dia 9 de abril, ocorrerá a apresentação musical no Teatro da UFMT, com arranjos e produção musical de Jhon Stuart e direção artística de Yndira G. Villarroel.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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