Uma mulher, que estava em posse de uma motocicleta clonada, foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (20.2), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).
A suspeita, de 36 anos, estava com uma motocicleta produto de roubo/furto e foi autuada em flagrante por receptação.
As investigações iniciaram depois que a proprietária da motocicleta procurou a delegacia e comunicou que estava recebendo multas da cidade de Cuiabá e Várzea Grande.
Durante a apuração dos fatos, os investigadores da DERFVA realizaram checagens nos sistemas e descobriram duas motocicletas com a mesma placa, circulando pela região metropolitana, caracterizando a existência de um veículo clonado.
Com a descoberta, os policiais conseguiram identificar uma mulher que estaria em posse do veículo clonado, conseguindo também identificar o seu endereço, na cidade de Várzea Grande. No quintal da residência, os policiais conseguiram avistar a motocicleta alvo da investigação e realizaram a abordagem da suspeita.
Em checagem do veículo, foi possível confirmar que o chassi e o número do motor não condiziam com a placa aparente do veículo, confirmando se tratar de uma situação de clonagem. Também foi verificado que a motocicleta em posse da suspeita era produto de roubo/furto, ocorrido no ano de 2019, no bairro Quilombo, em Cuiabá.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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