POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho questiona denúncia da PGR contra Bolsonaro

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG), em pronunciamento nesta quarta-feira (19), criticou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito em 2022, entre outros crimes. Segundo o parlamentar, não há provas concretas que justifiquem a acusação e cobrou apoio dos parlamentares alinhados ao ex-presidente.

— Quero chamar a atenção de toda a população brasileira sobre essa denúncia que a PGR encaminhou agora para o STF [Supremo Tribunal Federal], porque não tem prova nenhuma até agora — afirmou.

Cleitinho também chamou a atenção para a transparência no uso de emendas parlamentares, em especial as chamadas “emendas Pix” — transferências especiais do Orçamento federal que permitem o envio direto de recursos para as prefeituras sem necessidade de convênios. O senador destacou um caso envolvendo quase R$ 470 milhões e sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o que efetivamente ocorreu. O senador defendeu que o Congresso priorize o debate sobre a transparência na destinação de recursos públicos.

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— Vou apoiar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Olha se tem cabimento uma situação dessa? Saiu ontem: “Dino aponta falta de detalhamento em quase 469 milhões em emenda Pix e manda a CGU apurar”. Eu vou repetir para vocês aqui, gente: quase R$ 470 milhões, sem transparência. Tem escândalo maior do que isso aqui? — questionou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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