Moradores de diversos bairros e assentamentos de Cuiabá enfrentam uma situação alarmante: o acúmulo de lixo em proporções críticas. Imagens chocantes, que viralizaram nas redes sociais, mostram montanhas de resíduos espalhadas pela cidade, evidenciando o aparente descaso da empresa Locar Saneamento Ambiental, responsável pela coleta de lixo na capital mato-grossense.
A indignação da população aumenta a cada dia, com relatos de mau cheiro, proliferação de insetos e ratos, além do risco iminente de doenças. “É um absurdo o que estamos vivendo. O lixo está tomando conta das ruas, e ninguém faz nada”, desabafa a moradora.
Fiscalização revela irregularidades e crimes ambientais
A situação crítica ganhou novos contornos com a divulgação de uma fiscalização surpresa realizada nesta semana pela gerência de resíduos sólidos da Prefeitura de Cuiabá. A inspeção identificou diversas irregularidades cometidas pela Locar, que configuram crime ambiental e colocam em risco a saúde e segurança dos trabalhadores responsáveis pela coleta.
A Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) confirmou a ineficiência da Locar, informando que a empresa já foi notificada oito vezes entre os dias 2 e 24 de janeiro. As notificações cobram providências imediatas para a regularização dos serviços de coleta, mas até o momento, a situação permanece crítica. A Limpurb não descarta a possibilidade de romper o contrato com a Locar caso o problema persista.
Enquanto a Prefeitura e a Locar se enfrentam em notificações, a população cuiabana segue refém do lixo. A falta de coleta regular tem gerado transtornos e prejuízos para moradores e comerciantes, que temem os impactos negativos na saúde pública e na economia local. A mobilização nas redes sociais e a pressão sobre as autoridades são cada vez maiores, com a população exigindo soluções urgentes para o problema.
Um traficante de alta periculosidade, que estava foragido do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontes e Lacerda foi recapturado, nesta segunda-feira (1.6), em ação conjunta das equipes da Polícia Civil e Polícia Militar, na zona rural de Confresa.
O suspeito, de 41 anos, estava com mandado de recaptura em aberto decretado pela Terceira Vara Criminal de Pontes e Lacerda após fugir da unidade prisional, em fevereiro deste ano. Ele havia sido preso em janeiro de 2025 após ser flagrado em posse de aproximadamente uma tonelada de cocaína.
A prisão do foragido ocorreu após um trabalho integrado de monitoramento e troca de informações conduzido pelas equipes da Delegacia de São José do Xingu, Delegacia de Santa Cruz do Xingu e Polícia Militar de Santo Antônio do Fontoura.
O foragido foi localizado em um rancho situado na região conhecida como Pé de Caju, às margens do Rio Comandante Fontoura. Para garantir maior efetividade à operação e surpreender o alvo, os policiais utilizaram uma embarcação para acessar o local e efetuar a prisão.
Durante o período em que permaneceu foragido, o suspeito dispunha de embarcação, motocicleta e caminhonete, e negociava a aquisição de terras na região.
Após ter a ordem judicial cumprida, o preso foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Apreensão de cocaína
O traficante foi preso no início de 2025 durante a Operação Protetor das Fronteiras e Divisas, desenvolvida por forças de segurança estaduais e federais no combate aos crimes transfronteiriços entre Brasil e Bolívia.
Na ocasião, equipes receberam informações de que uma caminhonete Chevrolet S10 transportava grande quantidade de entorpecentes para o município de Pontes e Lacerda. Durante as diligências, os policiais localizaram os suspeitos descarregando fardos de drogas em uma residência.
No imóvel foram apreendidos 30 fardos contendo 900 tabletes de substância análoga ao cloridrato de cocaína, totalizando aproximadamente 1.003 quilos da droga, considerada uma das maiores apreensões registradas na região naquela época.
Além do entorpecente, foram apreendidos a caminhonete utilizada no transporte da carga, aparelhos celulares e dinheiro em espécie.
Após pouco mais de um ano preso, o suspeito fugiu do Centro de Detenção Provisódia de Pontes e Lacerda no dia 23 de fevereiro de 2026. Na ocasião, durante a conferência de rotina realizada no período noturno, policiais penais constataram a ausência do custodiado. A análise das imagens do sistema de monitoramento apontou que ele havia escalado o muro lateral do alojamento e deixado a unidade prisional.
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