Mato Grosso

Professora cria pesquisa para popularizar consumo de plantas alimentícias não convencionais em MT

Publicado em

Frequentemente despercebidas e confundidas com plantas invasoras ou daninhas, as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) são tema da pesquisa desenvolvida na Escola Técnica Estadual de Sinop (a 500 km de Cuiabá). Coordenada pela professora Simone Guarnieri, o projeto pretende popularizar o acesso às principais informações dos vegetais, por vezes presentes em quintais, jardins e hortas de bairros.

Ora-pro-nóbis, Taioba, Beldroega, Peixinho, Fisális, quiabo de metro, capuchinha, vinagreira e batata yacon são bastante utilizados em algumas regiões do país, porém, totalmente desconhecidos em outras. Muitas dessas plantas crescem espontaneamente no solo por serem facilmente adaptáveis a diferentes ambientes.

Diante desses fatores, os professores e estudantes dos cursos de técnico em enfermagem e agropecuária da Escola Técnica Estadual de Sinop estão desenvolvendo o projeto “Plantas alimentícias não convencionais (PANC) na região de Sinop: conhecimento, usos e segurança alimentar”, a fim de ampliar o conhecimento da população sobre o potencial sustentável do consumo desses tipos de vegetais.

A pesquisa conta ainda com a participação de pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e da Universidade de Kiel, na Alemanha. O projeto também recebeu apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Com as informações coletadas em trabalhos de campo, foi possível traçar o perfil de consumo; identificar as espécies mais facilmente encontradas e analisar os aspectos sócio-histórico-culturais, etnofarmacológicos e linguísticos. Há ainda o interesse em analisar o potencial das plantas para o desenvolvimento de medicamentos.

Leia Também:  Escola de Governo abre inscrições para curso de Elaboração de Artigos Científicos

O estudo também tem o objetivo de aprimorar as técnicas de plantio de cultivo, além da disponibilização de um glossário etnobotânico para ampliação da consciência alimentar e o resgate dos saberes populares. Toda a proposta também está enquadrada na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da região.

Para a coordenadora Simone Guarnieri, a pesquisa vai impactar diretamente na produção científica do estado e também na possibilidade de geração de resultados inéditos na área. Além disso, o trabalho também promove a valorização dos saberes tradicionais que estão presentes na rotina da população.

“Com esse projeto de pesquisa, a gente espera despertar nos agricultores envolvidos uma nova fonte de produção de renda, tocando a complexidade econômica da região, com potenciais na integração de políticas agrícolas e ambientais, que gerem benefícios econômicos. Por exemplo, fomentar a comercialização dessas plantas nas feiras livres da região”, explicou Simone.

Além da horta, os estudantes possuem ainda um laboratório para seguir produzindo conhecimento sobre as PANCs | Foto: Marcos Salesse/Seciteci-MT
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as plantas têm atraído a atenção de agricultores e consumidores interessados em diversificar a produção e a alimentação com produtos orgânicos, mais nutritivos e saudáveis.

Os benefícios variam de acordo com a planta e já atraem muitos pesquisadores e chefs de cozinha que têm introduzido as PANCs em receitas gourmets e diferenciadas em restaurantes de grandes centros urbanos.

Leia Também:  Sema oferta atendimento presencial sobre o Cadastro Ambiental Rural em Cuiabá

Simone contou que entendeu realmente a importância do tema quando percebeu que, além de diversificarem a alimentação, as plantas são importantes para a preservação da fauna e flora brasileira, exigindo um cultivo simples que resulta em um baixo impacto ambiental.

“As PANCs têm várias vantagens em relação às hortaliças convencionais, o que as torna interessantes e valiosas em diversos aspectos: diversidade nutricional, adaptação local e resistência a pragas. A gente destaca também outras características, como o menor uso de água, aumento da biodiversidade, variedade na dieta, resiliência alimentar, respeito às tradições e potencial para novos produtos”, afirmou a coordenadora do projeto.

Para a continuidade da pesquisa, os alunos e professores construíram um jardim com diversas plantas comestíveis e que não são encontradas em mercados ou outros espaços. O espaço é mantido e cultivado a partir do trabalho coletivo de todos os servidores e alunos da ETE de Sinop.

O Projeto “Plantas alimentícias não convencionais (PANC) na região de Sinop: conhecimento, usos e segurança alimentar” segue pelos próximos sete meses, com previsão de encerramento para abril de 2024. Ao final do projeto, a população vai contar com a disponibilização gratuita de um glossário com todas as informações colhidas durante o projeto de pesquisa.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

Politec disponibiliza painel de acesso a informação sobre serviços e dados públicos

Published

on

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) lançou um painel de transparência com dados públicos, sobre informações de pessoal, produtividade dos setores, infraestrutura e patrimônios da instituição.

O painel está disponível no site da Politec e pode ser acessado através do menu de transparência ou no menu central de serviços.

Por meio dele, o cidadão poderá consultar informações atualizadas sobre a quantidade de laudos concluídos e carteiras de identidade nacionais emitidas, assim como acompanhar o andamento de obras, o quantitativo de viaturas disponíveis, e a relação de médicos legistas credenciados.

O painel foi criado com a finalidade de garantir maior transparência na divulgação de informações de interesse público, independentemente das solicitações. A iniciativa atende aos requisitos previstos da Lei de Acesso à Informação, de observância do princípio da publicidade da Administração Pública, e do fomento ao desenvolvimento da cultura da transparência e do controle social.

O ouvidor da Politec, Etevaldo Aguiar, explica que a disponibilização do novo painel de Transparência da instituição é resultado de um processo de evolução contínua e representa um avanço significativo para a Politec no fortalecimento da gestão pública, assim como possibilita uma atuação mais eficiente, responsável e alinhada às boas práticas de governança.

Leia Também:  Polícia Militar prende homem por estupro de vulnerável em Cuiabá

“Mais do que só uma ferramenta tecnológica, o Painel simboliza uma mudança de cultura, na qual a informação deixa de ser apenas disponibilizada sob demanda e passa a ser organizada, acessível e compreensível ao cidadão. Isso amplia a confiança da sociedade e qualifica o diálogo entre a instituição e o público”, afirma.

O ouvidor avalia que o Painel de Transparência também se apresenta como um instrumento estratégico para a ouvidoria da Politec, pois contribuirá diretamente para a redução de demandas recorrentes, uma vez que o cidadão passa a ter acesso facilitado a dados e informações relevantes, além de permitir uma atuação mais analítica e preventiva por parte da Ouvidoria, que pode identificar padrões, antecipar situações e aprimorar continuamente os serviços prestados.

“Importante destacar que essa iniciativa não é isolada, mas fruto de uma trajetória já consolidada dentro da Politec. O primeiro Painel de Transparência foi desenvolvido no contexto da participação da instituição na primeira avaliação de Ouvidoria e Transparência do Estado de Mato Grosso, ocasião em que a Politec alcançou a premiação máxima. Esse reconhecimento reforçou a importância de investir em mecanismos que ampliem a visibilidade das ações institucionais e fortaleçam a governança pública”, ressalta.

Leia Também:  Escola de Governo abre inscrições para curso de Elaboração de Artigos Científicos

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA