Política MT

Poconé sedia debate sobre investimentos para o desenvolvimento das comunidades locais

Publicado em

A cidade de Poconé (MT) sediou a segunda audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na noite de sexta-feira (15), para debater o destino dos recursos do programa BID Pantanal, que deverá destinar US$ 400 milhões para financiar o desenvolvimento em 12 municípios mato-grossenses que estão dentro do bioma Pantanal. Com uma população de aproximadamente 30  mil habitantes, o município tem na mineração, na agricultura e na pecuária a base de sua economia, com 70 comunidades rurais, 34 assentamentos e 37 comunidades quilombolas. Os recursos deverão ser aplicados para melhorar o desempenho das atividades nessas localidades. Cáceres e Barra do Bugres recebem audiências públicas com a mesma temática nos próximos dias 19 e 21, respectivamente.

A audiência foi requerida pelo deputado estadual e presidente da Mesa Diretora, Eduardo Botelho (União), em parceria com o deputado Wilson Santos (PSD), com objetivo de ouvir da população as principais demandas relativas às atividades agropecuária, à sustentabilidade e ao desenvolvimento socioeconômico na região. Assinado em 2001, o programa BID Pantanal tinha como prioridade financiar projetos de infraestrutura voltados para a conservação ambiental do ecossistema. Em 2003 o programa foi suspenso e neste ano o governo federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), decidiu retomá-lo dando uma nova roupagem.

O deputado Wilson Santos, que presidiu o encontro, destacou a importância do BID para o desenvolvimento regional. “Estamos falando de um programa estruturante, elaborado de forma responsável há mais de 20 anos. Agora, estamos percorrendo os municípios, ouvindo os cidadãos para que possamos atualizar o programa e, a partir do segundo semestre do ano que vem, iniciar os desembolsos financeiros para os diversos projetos que serão realizados”.

Leia Também:  Abilio endurece discurso e diz que não fará campanha para chapa com MDB: "Não vou defender a volta dessa turma"

Num primeiro momento, uma equipe técnica do Mapa está realizando um levantamento junto às prefeituras para identificar a vocação local e as principais demandas para fomentar o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas. No caso de Poconé, culturas de mandioca e de hortifrutis, a pecuária leiteira e a extração do cumbaru (castanha de baru) foram apontadas como atividades prioritárias para recebimento de recursos.

O presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana, Luiz Carlos Souza, falou  da relevância de investir na instalação de agroindústrias para o beneficiamento dos produtos locais. “Um exemplo que temos na região é o cumbaru, castanha com grande demanda inclusive internacional, mas que por falta de beneficiamento é comercializado in natura. As mulheres que fazem a extração do cumbaru poderiam ter uma renda muito maior se conseguissem agregar valor antes de vender”, exemplificou Luiz Carlos.

O prefeito de Poconé, Tatá Amaral, destacou também a importância de instalar ou ampliar fábricas para o beneficiamento de leite e de mandioca, que possuem uma produção considerável na região. “Queremos fomentar a agricultura familiar, piscicultura, apicultura, a agroindústria para  promover o beneficiamento, ampliar a produção e melhorar as condições de quem já está no campo”.

Janice Barddal, servidora do Mapa e coordenadora técnica do BID Pantanal em Mato Grosso, explicou que o programa tem quatro eixos: renda, saneamento, infraestrutura e educação. O foco será o desenvolvimento econômico e social por meio da geração de renda para a população. Segundo Janice, a equipe do Mapa está percorrendo os municípios para identificar as demandas locais, debater os projetos possíveis e depois apresentar as propostas.

“O recurso será encaminhado por meio de cooperativas ou da própria prefeitura para desenvolver as cadeias produtivas que já estão consolidadas. Entre as possibilidades estão investimentos para irrigação da agricultura, aquisição de ferramentas ou máquinas que viabilizem o beneficiamento e a comercialização da produção, entre outras iniciativas de acordo com a aptidão local”.

Leia Também:  CST recebe pesquisadoras de saúde mental da UFMT

De acordo com Janice, um dos objetivos é dar escala e garantir que estes produtos consigam ser comercializados em mais mercados consumidores, para isso também haverá um trabalho para certificar essa produção por meio do sistema de inspeção.

Clóvis Vailant, professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), afirmou que as cadeias produtivas pantaneiras têm dificuldades, mas têm potencialidades. E também citou como exemplo a inspeção sanitária, condição fundamental para comercialização da produção com valor agregado, mas que não é acessível. “É preciso simplificar o processo para que os pequenos produtores consigam comercializar essa produção. O cumbaru, o gado pantaneiro, entre outros produtos ajudam a conservar o Pantanal. Agora é preciso dar condições para que essa produção seja remunerada pelos serviços ambientais prestados”.

Ao final da reunião, Wilson Santos destacou a organização da prefeitura de Poconé com relação aos projetos que poderão ser beneficiados com o programa BID Pantanal. Foram identificadas as demandas de cada arranjo produtivo, inclusive com a estimativa financeira de investimento necessário.

Participaram da audiência pública Mário Antero, promotor de Justiça da comarca de Poconé; Nelson Borges, superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário; Itamar Lourenço, presidente da Câmara de Vereadores de Poconé; Arlindo Márcio Moraes, representante do deputado Eduardo Botelho (União); Salvador Sotério, representante do deputado estadual Valdir Barranco (PT), e Bruno Ferreira, representante do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB).

Fonte: ALMT – MT

Advertisement

Política MT

Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

Published

on

A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

Leia Também:  Botelho comanda reunião que reforça inspeção e controle nas prisões de MT

“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

Leia Também:  Max Russi celebra avanços na habitação popular em Mato Grosso e destaca importância de garantir dignidade aos cidadãos

Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA