Mato Grosso

Sema multa empresa de Sorriso em R$ 2 milhões por poluição após incêndio em depósito

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) multou em R$2 milhões a empresa Transportes LUFT LTDA, localizada no município de Sorriso, por causar poluição em níveis que possam resultar danos à saúde humana ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da biodiversidade.

A equipe da Diretoria de Unidade Desconcentrada da Sema em Sinop foi acionada, no dia 9 de outubro, pelo Comando do Corpo de Bombeiros Militar de Sorriso para apoio em atendimento de ocorrência envolvendo incêndio e derramamento de produtos perigosos (defensivos agrícolas). A unidade monitorou o serviço de descontaminação na área e as medidas para cessar os danos ambientais ao identificar o vazamento do produto para fora das limitações da empresa.

Diques de contenção foram construídos pela empresa para evitar que o efluente contaminado atingisse o afluente do Rio Teles Pires. O efluente foi bombeado para um tanque pulmão construído para receber estes resíduos e encaminhado para destinação final, assim como a terra contaminada que foi acondicionada em caçambas.

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Também foi solicitado que a empresa obstruísse a passagem do barramento localizado próximo a nascente evitando assim que o afluente atingisse outro curso de água. Na ocasião, equipe técnica da Regional notificou os responsáveis para apresentar informações sobre quais produtos e volumes estavam armazenados no local do incêndio.

Foram queimados no incêndio, que atingiu metade do depósito que tem uma área total de 8.400 m², aproximadamente 984 toneladas de sementes e 780 toneladas de defensivos. Os produtos estavam armazenados no interior do depósito, nas docas de carga e descarga e no pátio do empreendimento. A equipe constatou a morte de 8 peixes das espécies tilápia e traíra no barramento próximo a empresa e de 2 cobras no meio do efluente.

Além do Auto de Infração, com a autuação à empresa, foi lavrada a notificação solicitando que o responsável realize: investigação confirmatória do local nas áreas suspeitas de contaminação; amostragem de solo e água subterrânea; amostragem da água coletada do curso de água localizado a jusante do empreendimento; amostragem de qualidade do ar.

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Também foi solicitado que a empresa execute o Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada da nascente atingida pelo derramamento, onde houve a remoção de vegetação e solo contaminado, assim como a amostragem de águas subterrâneas dos poços utilizados para dessedentação de animais e abastecimento humano, localizados no entorno do empreendimento.

Fonte: GOV MT

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Polícia Civil, Crefito-9 e Vigilância Sanitária flagram falso terapeuta ocupacional que atende crianças em Cuiabá

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A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.

A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.

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Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.

No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.

Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.

O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.

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“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.

A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.

Fonte: Governo MT – MT

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