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Força-tarefa detecta 200 propriedades com cadastro rural irregular e aplica R$ 2 milhões em multas

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), em força-tarefa pós Operação Polygonum, investigou mais de 200 propriedades rurais que estavam com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) irregular e aplicou mais de R$ 2 milhões em multa em parceria com outros órgãos.

A força-tarefa da Operação Polygonum, integrada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Ministério Público e a Polícia Civil, foi criada com a finalidade de evitar que informações incorretas sobre a cobertura do solo das propriedades rurais do estado fossem validadas por meio de cadastros ambientais rurais inscritos inconsistentes.

Os trabalhos têm como foco à reanálise de todos os CAR’s que foram validados indevidamente e à investigação criminal de todas as propriedades que apresentaram algum tipo de inconsistência nessa reanálise.

Assim, desde 2018 até o presente, a equipe da Dema investigou mais de 200 propriedades rurais e atualmente ainda existem cerca de 90 procedimentos investigativos em andamento que estão sendo apurados pela delegada adjunta, Alana Derlene Souza Cardoso Trindade, e as audiências realizadas pela delegada titular, Liliane Murata.

As inconsistências técnicas e documentais observadas pela Sema nos cadastros, quando confirmadas, configuram prestação de informação falsa à administração ambiental, conduta tipificada no artigo 69-A da Lei 9605/98, punido com pena de 03 a 06 anos de reclusão mais multa. E quando essa informação falsa ou enganosa causa dano significativo ao meio ambiente, a pena pode ser aumentada de 1 a 2 terços.

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Com escopo de apurar as circunstâncias das inconsistências apontadas pelos analistas da Sema em relatórios técnicos de reanálise dos cadastros, a Dema investiga, com apoio das ações de inteligência da especializada a situação da propriedade e dos proprietários. Todos os fatos são conferidos pelos meios previstos na lei se houve a prestação de informação falsa, mesmo por omissão e se a conduta foi realizada na modalidade culposa ou dolosa, o que exige estudo rigoroso e diversas diligências.

Considerando que a maior parte das propriedades rurais investigadas realizam algum tipo de exploração econômica e que integram a cadeia produtiva do estado, o Ministério Público, titular da ação penal, tem buscado realizar acordos de não persecução penal, conforme artigo 28-A do Código de Processo Penal, o que possibilita a reparação do dano ambiental eventualmente causado e a indenização da sociedade pelo ilícito praticado.

Para fomentar a composição dos danos ambientais o Ministério Público de Mato Grosso criou o Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição de Danos Ambientais (Nupia)), que tem realizado acordos no âmbito administrativo, com a participação da Sema visando à composição das autuações administrativas, civil como alternativa à ação civil pública e criminal, conforme o artigo 28-A do CPP, com a participação da Dema.

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Os acordos realizados por meio do Nupia tem o objetivo principal de solucionar as pendências envolvendo os cadastros inconsistentes, recompor os dados ambientais e o pagamento pedagógico em obrigação de fazer ou em espécie pelo ilícito criminal.

Durante a Pandemia de Covid19 as audiências do NUPIA foram suspensas e somente no segundo semestre de 2021 os acordos foram retomados e desde então foram celebrados acordos, perfazendo um total de R$ 2. 755.331,00 (dois milhões setecentos e cinquenta e cinco mil e trezentos e trinta e um reais), com a participação efetiva da Dema em todos os acordos.

Os valores arrecadados têm sido revertidos integralmente em benefício de órgãos que atuam na prevenção e repressão aos danos ao meio ambiente, inclusive a Polícia Civil e MT.

“Como procedimento padrão da Dema, todos os inquéritos policiais instaurados até o ano de 2017 que envolvam propriedades rurais de Mato Grosso estão em reanálise sob a perspectiva da Operação Polygonum, sendo conferida a situação do CAR das propriedades e com isso já foram identificados outros crimes inclusive em cadastros que não tinham sido cancelados na reanálise realizada pela Sema”, disse a delegada, Liliane Murata.

Fonte: PJC MT

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Dono de loja de peças é preso com partes de carros furtados e chassis cortados em MT

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Uma loja de peças automotivas virou alvo de uma operação da Polícia Civil após investigadores encontrarem partes de veículos furtados, carcaças desmontadas e números de identificação veicular recortados de carrocerias. O proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante por receptação qualificada.

A ação foi realizada na sexta-feira (11), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), depois que o comércio passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Os policiais já haviam realizado uma fiscalização anterior no local e registrado, por meio de fotografias, veículos, sucatas e estruturas parcialmente desmontadas. O material foi posteriormente analisado e cruzado com informações dos sistemas policiais.

Durante as consultas, os investigadores identificaram inconsistências envolvendo veículos, placas e componentes. Diante das suspeitas, a equipe retornou ao estabelecimento para uma nova vistoria.

No local, foram encontrados diversos veículos, carcaças e estruturas em diferentes estágios de desmontagem. Entre os materiais que chamaram a atenção dos policiais estavam dois segmentos metálicos com números de identificação veicular que haviam sido recortados das respectivas carrocerias.

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Fragmentos eram de veículos furtados

A checagem dos números revelou que um dos fragmentos pertencia a um Volkswagen Novo Gol furtado em 2022.

O segundo segmento correspondia a um Hyundai HB20 furtado em 30 de agosto deste ano. Segundo a Polícia Civil, apenas 12 dias haviam se passado entre o furto e a localização de parte da estrutura do veículo já desmontada dentro do estabelecimento.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou exames nos fragmentos encontrados e confirmou a originalidade das numerações.

Os investigadores também localizaram peças com sinais identificadores separadas das carrocerias e estruturas em diferentes níveis de desmontagem.

Conforme a Polícia Civil, a forma como os veículos e componentes estavam armazenados dificultava a identificação imediata da procedência de parte do material encontrado.

Proprietário acabou preso em flagrante

Diante dos elementos encontrados durante a fiscalização, o proprietário do estabelecimento foi encaminhado à DERFVA.

Ele foi interrogado e autuado em flagrante por receptação qualificada. Após os procedimentos policiais, ficou à disposição da Justiça.

A investigação deverá verificar a origem dos demais veículos, carcaças e peças encontrados no local.

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A diligência também foi acompanhada por alunos do Curso de Formação Profissional da Academia de Polícia Civil de Mato Grosso (Acadepol), que participaram dos procedimentos sob supervisão dos policiais responsáveis pela operação.

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