POLÍTICA NACIONAL

Trecho da BR-232 em Pernambuco receberá nome de Antão Luiz de Melo

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Responsável por importantes obras de infraestrutura e por formar gerações de engenheiros no país, Antão Luiz de Melo teve a trajetória reconhecida em proposta aprovada pela Comissão de Infraestrutura (CI) nesta terça-feira (17).

O PL 3.069/2024, de autoria do senador Fernando Dueire (MDB-PE), denomina “Rodovia Antão Luiz de Melo” um trecho da BR-232, no município de Vitória de Santo Antão (PE), cidade natal do homenageado. A proposta foi aprovada em caráter terminativo e, se não houver recurso para apreciação em Plenário, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Relator do projeto, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) ressalta que Antão Luiz de Melo “se destacou significativamente na área de pavimentação e transportes no Brasil” e teve contribuição “crucial para a modernização e expansão da malha rodoviária brasileira”.

Trajetória

Conhecido como “o engenheiro das estradas e das pavimentações”, Antão Luiz de Melo (1931-1999) formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1955. Ao longo da carreira, realizou cursos e estágios no Brasil, na França e nos Estados Unidos.

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Sua contribuição se estendeu também à formação acadêmica: como professor da UFPE, publicou mais de 25 estudos técnicos sobre engenharia rodoviária e ferroviária, geotécnica e pavimentação. 

Para Dueire, nomear o trecho da rodovia em Vitória de Santo Antão é um reconhecimento à trajetória de um profissional que se destacou como pioneiro, educador e líder da engenharia brasileira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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