POLÍTICA NACIONAL

“Ninguém pode parar uma ideia”: Flávio relembra facada e fala em “renascimento” de Bolsonaro; VEJA VÍDEO

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Às vésperas do 7 de Setembro, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) resgatou uma das imagens mais marcantes da trajetória política do pai, Jair Bolsonaro: o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.

Em uma publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que o dia 6 de setembro permanece como uma das datas mais dolorosas para a família, mas também como um momento que, em sua avaliação, mudou definitivamente a trajetória do ex-presidente.

“Para o Brasil, hoje é o dia que Jair Bolsonaro quase foi morto por um ex-militante do PSOL. Para mim e para a minha família, foi o dia mais difícil das nossas vidas”, escreveu.

Na sequência, o senador adotou um tom político e transformou a lembrança do atentado em uma mensagem de resistência.

“6 de setembro também será sempre lembrado como dia que Bolsonaro renasceu. Ninguém pode parar uma ideia!”, afirmou.

O ataque ocorreu em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais, quando Jair Bolsonaro participava de uma atividade de campanha para a Presidência da República. O então candidato foi atingido por uma facada e precisou passar por procedimentos médicos.

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O episódio interrompeu a agenda de campanha de Bolsonaro, mas não impediu sua permanência na disputa eleitoral. Nos meses seguintes, a imagem do atentado passou a ocupar espaço central na narrativa de sua campanha e, posteriormente, na construção de sua trajetória política.

Oito anos depois, a lembrança volta a ganhar peso político em meio à disputa presidencial de 2026, agora com Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto.

Ao falar em “renascimento”, o senador procura associar a trajetória do pai a uma ideia de resistência política. A mensagem publicada nas redes sociais também reforça um dos principais argumentos utilizados pelo campo bolsonarista: o de que o movimento político iniciado por Jair Bolsonaro ultrapassaria a figura individual do ex-presidente.

A frase “ninguém pode parar uma ideia” resume essa tentativa de apresentar o bolsonarismo como um projeto político que, segundo seus defensores, continua vivo mesmo diante das derrotas eleitorais, conflitos institucionais e obstáculos enfrentados nos últimos anos.

A publicação foi feita justamente na passagem para o 7 de Setembro, data que historicamente mobiliza manifestações patrióticas e que se tornou, nos últimos anos, uma das principais datas de mobilização política da direita brasileira.

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Para Flávio, a lembrança da facada não representa apenas o passado. É também uma forma de conectar a história política do pai à própria candidatura presidencial em 2026.

O filho agora ocupa o lugar de candidato e tenta levar adiante o capital político construído por Jair Bolsonaro, apresentando-se aos eleitores como parte de uma continuidade política que nasceu, segundo a narrativa defendida por sua família, justamente no momento em que o ex-presidente sobreviveu ao atentado.

A memória daquele 6 de setembro, portanto, deixa de ser apenas uma lembrança familiar e volta ao centro do debate político nacional.

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POLÍTICA NACIONAL

Presidente do Senado sai em defesa de Moraes e cobra coerência no caso Vorcaro

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiu nesta quarta-feira (2) à pressão da oposição para que dê andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante sessão no plenário, Alcolumbre saiu em defesa de Moraes e afirmou que as críticas ao ministro ignoram a relação de outras figuras públicas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, atualmente no centro das investigações.

“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa [Vorcaro] para fazer um filme. E agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.

A declaração foi uma referência ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o senador Flávio Bolsonaro teria procurado Vorcaro em busca de recursos para a produção. Documentos e conversas tornados públicos apontam para negociações que chegaram à casa dos R$ 130 milhões.

A fala ocorre em meio ao aumento da pressão sobre Alcolumbre para que coloque em discussão os pedidos de impeachment contra Moraes. O presidente do Senado, porém, ainda não indicou quando pretende tomar uma decisão. Questionado sobre uma eventual previsão, respondeu que “não tem”.

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O nome de Moraes passou a ser alvo de novas cobranças após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e a Vorcaro, além de informações sobre contratos envolvendo o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. Um dos contratos citados nas investigações teria valor de R$ 131 milhões.

Alcolumbre afirmou ainda que pretende voltar ao assunto e fazer um relato mais amplo sobre os episódios que vêm sendo discutidos no Congresso.

“Eu vou fazer um relato de tudo que eu quero falar”, declarou.

A manifestação do presidente do Senado desloca parte do foco da crise envolvendo Moraes para as relações de Vorcaro com diferentes personagens do cenário político. A disputa ocorre em um momento de forte tensão entre oposição, Senado e Supremo, com o caso ganhando também dimensão eleitoral.

 

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