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VÍDEO: Abilio diz que Senado vai proteger Moraes e compara caso à Lava Jato

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não acredita no avanço de um eventual processo de impeachment ou investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Senado.

Em entrevista ao MidiaNews, Abilio avaliou que a atual composição do Congresso dificulta qualquer reação contra integrantes da Suprema Corte. Na avaliação do prefeito, senadores temeriam que uma eventual ofensiva contra Moraes pudesse abrir caminho para que outros ministros também se tornassem alvos de processos.

“Eu não acredito que os senadores, que também têm muito rabo preso ali, vão tomar uma posição contra o Supremo”, afirmou.

Segundo Abilio, o cenário também estaria relacionado ao receio de um chamado “efeito dominó”, com outros integrantes do STF podendo ser posteriormente questionados ou alvo de pedidos de responsabilização.

Críticas à condução das investigações

A declaração ocorre em meio à crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o caso Banco Master. Relatórios da Polícia Federal e mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro colocaram sob escrutínio a relação entre os dois e levantaram questionamentos sobre um contrato milionário firmado entre o banco e o escritório de advocacia da esposa de Moraes. As informações, contudo, são alvo de investigação e não comprovam, por si só, a prática de crime pelo ministro.

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Abilio afirmou acreditar que, mesmo diante do avanço das apurações, tanto o STF quanto o Senado deverão atuar para evitar consequências políticas ou jurídicas contra os envolvidos.

“Eu acredito que os ministros vão se blindar e o Senado, com a configuração que está hoje, não fará nada”, disse.

O prefeito também levantou a possibilidade de que eventuais provas ou procedimentos relacionados às investigações sejam posteriormente questionados na Justiça.

“Eu acredito que eles vão tentar anular as provas, anular o processo todo, fazer de conta que não aconteceu nada”, declarou.

Comparação com Lava Jato

Na avaliação de Abilio, o caso poderá seguir um caminho semelhante ao de grandes operações realizadas nos últimos anos no país, citando especificamente a Lava Jato e investigações relacionadas ao Mensalão e ao Petrolão.

“O que eles fizeram com a Lava Jato, o que eles fizeram com as investigações do Mensalão, Petrolão e etc., eles vão fazer com essa investigação também”, afirmou.

A crise ganhou novas dimensões nesta semana, com o embate entre ministros do próprio STF em torno da condução das investigações relacionadas ao Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes chegou a pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, providências contra André Mendonça, que atua no caso e havia determinado a retirada do sigilo de informações relacionadas às mensagens de Vorcaro.

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No Senado, a pressão por medidas contra ministros do Supremo também aumentou. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou recentemente que considera anormal a quantidade de pedidos de impeachment apresentados contra integrantes da Corte, mas evitou comentar especificamente a situação de Moraes.

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Taques critica ausência de Mauro e Janaína em debate: “vergonha alheia”

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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) foi o primeiro a chegar ao debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (17), em Cuiabá, e aproveitou a coletiva antes do confronto para criticar a ausência de Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB).

Os dois foram convidados para o debate, mas não compareceram. Mauro optou por cumprir agenda no interior do Estado, enquanto Janaína também confirmou que não participaria. Os dois já haviam ficado fora de outros debates realizados durante a atual disputa pelo Senado.

Antes do início do encontro, Taques agradeceu ao Grupo Gazeta de Comunicação pela realização do debate e defendeu a participação dos candidatos em confrontos públicos como forma de apresentar propostas e discutir os principais temas do Estado e do país.

“Eu quero falar com o cidadão, mostrar a ele que o debate é importante e, se você deseja ser um parlamentar, precisa entender que ‘parlar’ vem de falar, de debate, e por isso eu estou no debate”, afirmou.

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Na sequência, o ex-governador direcionou as críticas aos adversários que não compareceram. Taques classificou a ausência de Mauro e Janaína como “vergonha alheia” e questionou se candidatos que evitam debates estariam preparados para enfrentar discussões no Senado.

“Alguns senadores têm coragem. Imagina um senador sem coragem ir lá enfrentar um Renan Calheiros, um Jader Barbalho ou outros senadores de outros estados. Se não tem coragem, quer ir para o Senado para quê?”, questionou.

Taques também afirmou que o eleitor perde a oportunidade de conhecer melhor os candidatos quando eles não participam dos debates. Na avaliação dele, a disputa pelo Senado exige disposição para o diálogo e para o confronto de ideias.

O candidato ainda ironizou a estratégia de priorizar as redes sociais em vez de participar de debates, classificando esse comportamento como postura de “candidatos de TikTok”.

O debate da TV Vila Real reuniu Pedro Taques, José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP), Antônio Galvan (Avante) e Carlos Fávaro (PSD). Mauro Mendes e Janaína Riva, embora convidados, não participaram.

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A ausência dos dois candidatos também foi mencionada pelo presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, João Dorileo Leal, que defendeu a importância dos confrontos eleitorais e afirmou que a decisão sobre a participação cabe aos candidatos, enquanto a avaliação sobre essa escolha cabe ao eleitor.

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