Política MT

Procuradoria da ALMT emite parecer para investigar Albert Einstein e OSS de Cáceres na CPI da Saúde

Publicado em

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deu mais um passo para ampliar o foco das investigações sobre contratos e gestão da saúde pública estadual. Durante reunião realizada nesta quarta-feira (13), a Procuradoria da Casa de Leis apresentou parecer favorável à ampliação do escopo temporal da comissão, permitindo que os deputados avancem na análise de fatos relacionados aos anos de 2024 e 2025.

A medida abre caminho para inclusão de novas frentes investigativas que envolvem a atuação da Organização Social de Saúde (OSS) no Hospital Regional de Cáceres e os pagamentos realizados à Sociedade Beneficente Hospital Israelita Albert Einstein pela administração do Hospital Central de Cuiabá, no período de maio a dezembro de 2025, sendo que a unidade entrou em funcionamento somente em janeiro de 2026.

O parecer foi apresentado durante reunião da CPI da Saúde, presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), e representa o primeiro passo para o andamento dos trâmites internos necessários à inclusão formal das solicitações feitas pelos deputados estaduais Max Russi (Pode) e Dejamir Soares (PSDB). Segundo o procurador da Assembleia Legislativa, Francisco Edmilson Brito Junior, a manifestação jurídica considerou que os novos fatos possuem relação direta com o objeto original da CPI.

“A procuradoria recebeu o requerimento do deputado Wilson Santos para ampliação do escopo da CPI da Saúde. Foi solicitado a possibilidade de estender a investigação em relação aos anos de 2024 e 2025, tendo em vista que a CPI vai de 2019 a 2023. Neste parecer, a procuradoria deu parecer favorável, considerando a doutrina e a jurisprudência, por atender requisitos como pertinência temática, conexão lógica e vínculo material com o fato determinado originário”, posicionou o procurador.

Leia Também:  Deputado comemora unidades do Corpo de Bombeiros em Canarana e Querência

Durante a explanação, Francisco salientou que é necessária aprovação do parecer da procuradoria pelos membros da CPI, elaboração e apresentação de requerimento formal e registro em ata. Caso o colegiado decida pela não ampliação, o requerimento deverá ser encaminhado ao plenário da Assembleia Legislativa para decisão final.

Wilson Santos afirmou que as novas denúncias apresentadas à comissão, envolvem contratos que precisam de esclarecimentos públicos e aprofundamento técnico. “São duas sugestões que recebemos. O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, quer que a gente investigue a presença da OSS que chegou recentemente ao Hospital Regional de Cáceres, e o enfermeiro Dejamir Soares quer saber também porque o governo pagou cerca de R$ 190 milhões à Sociedade Beneficente Albert Einstein, em um período que o Hospital Central de Mato Grosso estava fechado”, afirmou o parlamentar.

O Hospital Central de Cuiabá foi inaugurado em 19 de dezembro de 2025 e entrou em funcionamento oficialmente em 19 de janeiro de 2026. “Agora, esse tema pode estar dentro da CPI da Saúde, sendo preciso seguir os trâmites da Casa de Leis para a inclusão oficial. A CPI pode ficar ampliada até dezembro de 2025. Já temos oito assinaturas favoráveis à investigação. Recebi a denúncia e levei aos demais membros da comissão para as devidas decisões”, explica o deputado.

Leia Também:  Deputado Thiago Silva cobra urgência na votação do Projeto que homenageia o Pastor Sebastião Rodrigues de Souza

O presidente da CPI da Saúde confirmou que a denúncia relacionada à atuação da OSS Agir no Hospital Regional de Cáceres também será analisada pela comissão. “Não é possível que a SES tenha permitido isso sem justificativa plausível. Vamos apresentar requerimento para que preste esclarecimentos. Tem que haver alguma lógica para pagamentos dessa magnitude com o hospital ainda fechado. E nós vamos cobrar essas explicações”, finaliza.

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, destacou a importância da ampliação das investigações e afirmou que a CPI tem papel fundamental para garantir transparência na aplicação dos recursos públicos da saúde estadual. Ele descreveu que é preciso o acompanhamento rigoroso dos contratos e da atuação das organizações sociais para que a comissão apresente respostas claras à sociedade, especialmente diante do impacto direto dos serviços de saúde na vida da população mato-grossense.

Fonte: ALMT – MT

Advertisement

Política MT

Após Abilio, Cláudio e agora Flávia: cresce resistência à aliança entre PL e MDB

Published

on

A aliança construída entre o PL e o MDB em Mato Grosso para a disputa das eleições de 2026 continua provocando reações dentro do próprio Partido Liberal. Nesta segunda-feira (3), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não pretende participar do mesmo palanque de lideranças emedebistas após a confirmação da composição anunciada pelo senador Wellington Fagundes (PL).

Em manifestação pública, a prefeita declarou que não caminhará ao lado do ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), adversário nas eleições municipais de 2024, nem da deputada estadual Janaína Riva (MDB), apontada como uma das candidatas ao Senado na chapa liderada pelo PL.

Segundo Flávia, sua posição está relacionada ao histórico de enfrentamentos políticos com integrantes do MDB. A prefeita também afirmou que esperava um posicionamento de Janaína Riva diante dos episódios de violência política que, segundo ela, enfrentou na Câmara Municipal de Várzea Grande envolvendo o presidente da Casa, vereador Wanderley Cerqueira (MDB).

Leia Também:  Consultor da Previdência Complementar de MT atende servidores de carreira para tirar dúvidas e avaliar a viabilidade de migração

Apesar das críticas, Flávia informou que somente fará uma manifestação mais ampla após o encerramento das convenções partidárias, prazo que se encerra na quarta-feira (5), quando o cenário eleitoral estará oficialmente definido.

O posicionamento da prefeita reforça o movimento de resistência de lideranças do PL em Mato Grosso à aproximação com o MDB. Nos últimos dias, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que prefere ser expulso do partido a fazer campanha ao lado de candidatos emedebistas. O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), também tornou pública sua insatisfação, classificando a composição como incompatível com os princípios que defende.

A aliança foi anunciada após entendimento conduzido pela direção nacional do Partido Liberal, que confirmou a formação de uma chapa encabeçada por Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, tendo o deputado federal José Medeiros (PL) e a deputada estadual Janaína Riva (MDB) como candidatos ao Senado.

As manifestações de Abilio, Cláudio Ferreira e, agora, Flávia Moretti evidenciam um cenário de divisão interna no PL mato-grossense, onde parte das principais lideranças municipais resiste à estratégia nacional de ampliar a aliança com o MDB para a disputa eleitoral de 2026.

Leia Também:  Projeto de Lei do deputado Chico Guarnieri garante gratuidade de pedágio para moradores de distritos

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA