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“Não pode trabalhar por média”: Laudicério endurece discurso e cobra reação na saúde

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O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir 36, Sargento Laudicério, voltou a colocar a saúde pública no centro de sua campanha após o debate eleitoral realizado pela TV Vila Real. Em conversa com jornalistas depois do confronto, ele utilizou a história da própria mãe para questionar a demora no acesso a atendimentos especializados no Estado.

Segundo Laudicério, a mãe, atualmente com 75 anos, teria perdido a visão após enfrentar uma longa espera por atendimento. Ele relatou que a regulação para um exame relacionado ao problema teria ocorrido somente dois anos depois.

O candidato também mencionou o caso de outra paciente que, segundo seu relato, já passou por dois transplantes de córnea e estaria aguardando há 14 meses pela regulação de um novo exame.

Ao apresentar os dois episódios, Laudicério criticou o que considera uma visão excessivamente baseada em números gerais para avaliar a eficiência da saúde pública. Para ele, indicadores e médias não são suficientes quando o atendimento envolve pacientes que enfrentam situações individuais e necessidades diferentes.

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“A saúde, a segurança e a educação não podem trabalhar por média”, afirmou o candidato.

Na avaliação de Laudicério, a gestão pública precisa considerar a gravidade e a urgência de cada caso, especialmente quando o paciente depende da rede pública para conseguir um diagnóstico, realizar um exame ou iniciar um tratamento.

A declaração feita após o debate reforça uma das linhas de discurso adotadas pelo candidato durante a disputa pelo Governo de Mato Grosso: transformar problemas enfrentados pela população em cobrança direta por mudanças na prestação dos serviços públicos.

Para Laudicério, a prioridade deve ser garantir que pessoas que dependem do sistema público não permaneçam por longos períodos nas filas de regulação enquanto aguardam procedimentos considerados necessários para o acompanhamento de sua saúde.

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Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

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A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

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“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

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Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

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