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Impasse no Júlio Müller vira alvo de criticas e cobranças à deputados de MT

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Em entrevista concedida na última sexta-feira (04), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, voltou a criticar duramente a falta de resolutividade da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) quanto aos limites territoriais do novo Hospital Universitário Júlio Müller. O gestor cobrou maior apoio prático dos parlamentares estaduais, acusando parte dos deputados de fazerem promessas financeiras à capital sem o devido cumprimento.
Segundo Abilio, a indefinição em relação à área da unidade de saúde se arrasta há meses, dependendo de uma solução por parte do Legislativo. “Diálogo tem, falta ação”, declarou o prefeito, pontuando que optou por não pedir a paralisação do empreendimento para não prejudicar a população, embora classifique a situação atual como pendente de regularização.
“Diálogo tem, falta ação, falta ação. Só para você ter ideia, até hoje não resolveu a questão do Hospital Júlio Müller, não é? Tá lá, eu não peço para paralisar a obra, porque eu poderia, mas não peço porque eu não quero prejudicar a obra, mas fica dependendo da benevolência dos santos deputados em querer regularizar aquela situação.”
A polêmica em torno do Hospital Júlio Müller ganhou projeção em fevereiro deste ano, quando a ALMT aprovou leis que reincorporaram áreas territoriais ao município de Santo Antônio de Leverger. Na ocasião, Abilio fez um alerta público apontando que, ao transferir o hospital para o perímetro de Leverger, a Prefeitura de Cuiabá perderia a responsabilidade legal e de infraestrutura básica sobre a unidade. O prefeito argumentou que as licenças ambientais e alvarás de obras haviam sido originalmente emitidos por Cuiabá, alertando para potenciais imbróglios jurídicos e sugerindo que a ALMT revogasse a alteração para evitar a paralisação das obras.
“Foi sancionada pela Assembleia Legislativa uma lei que passa o Hospital Júlio Müller para o município de Santo Antônio Leverger. Hoje, pela lei, o hospital está ligado a Santo Antônio. Se eles levam o Hospital Júlio Müller para Santo Antônio Leverger, o município de Cuiabá não tem mais nenhuma responsabilidade com o hospital.”
“A licença que tem lá, alvará de obras, alvará ambiental, todas as licenças, elas foram emitidas pelo município de Cuiabá. Hoje, qualquer coisa que esteja sendo feita lá está sendo feita ilegal.O mais sensato seria a Assembleia apresentar um projeto revogando essa lei. A judicialização pode demorar e isso pode travar a obra.”
Em resposta às pressões do município, da reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da direção do hospital — que apontavam gargalos de infraestrutura —, a presidência da ALMT concedeu em meados de fevereiro um prazo para que Santo Antônio de Leverger comprovasse capacidade técnica e estrutural de absorver o complexo. Um projeto de lei sob mediação na Casa prevê o retorno da área para a capital.
O novo hospital, fruto de parceria entre a UFMT e o Governo do Estado com investimentos superiores a R$ 220 milhões, é considerado a maior estrutura pública de saúde em construção no estado.

 

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Pivetta sobe para 42,4% e Wellington cai para 29,6%, aponta Paraná Pesquisas

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 42,4% das intenções de voto na nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para o Governo de Mato Grosso. Wellington Fagundes (PL) registra 29,6%, enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 13,5%.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a diferença entre Pivetta e Fagundes é de 12,8 pontos percentuais. Os demais candidatos aparecem abaixo de 1%.

Sargento Laudicério (Agir) registra 0,8%, enquanto Mauricio Coelho (PMN) e Rafaell Milas (Missão) aparecem com 0,4% cada. Eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 7,1%. Outros 5,8% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa mostra ainda mudanças nas intenções de voto em relação às rodadas anteriores do instituto. Pivetta passou de 39% em agosto para 40,8% no início de setembro e chegou aos atuais 42,4%. Fagundes, por sua vez, tinha 35% em agosto, registrou 30% na pesquisa anterior e aparece agora com 29,6%. Natasha também oscilou positivamente, passando de 8,7% para 12% e, posteriormente, para 13,5%.

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Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Pivetta aparece com 27%, seguido por Fagundes, com 14%, e Natasha, com 5,9%. Laudicério registra 0,3% e Rafaell Milas, 0,1%. Outros nomes somam 0,4%.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Fagundes. Nesse cenário, Pivetta registra 49,1% das intenções de voto, enquanto Fagundes aparece com 37,4%. Brancos, nulos e nenhum dos candidatos somam 7,7%, e 5,8% não souberam ou não opinaram.

Em dezembro de 2025, no mesmo confronto, Fagundes aparecia com 48,6% e Pivetta com 32,8%, segundo o levantamento citado na pesquisa atual.

A Paraná Pesquisas também mediu a rejeição. Fagundes registra 26,8%, seguido por Natasha, com 23,3%, e Pivetta, com 19,6%. Nesse quesito, os entrevistados poderiam indicar mais de um candidato.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, com 1.352 eleitores de 50 municípios de Mato Grosso. A margem de erro estimada é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-09335/2026.

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