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Fagundes diz ser contra expulsão de prefeitos do PL que apoiam adversário

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O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou ser contrário à expulsão ou punição de prefeitos do partido que optarem por apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Palácio Paiaguás. A declaração ocorre em meio ao racha dentro da legenda, que colocou dirigentes e prefeitos em posições diferentes na eleição estadual.

Fagundes defendeu que os integrantes do PL tenham autonomia para definir seus posicionamentos políticos e rejeitou a ideia de obrigar prefeitos a seguirem uma única candidatura. Entre os gestores da sigla que já demonstraram proximidade com Pivetta estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti.

“Eu não defendo isso, eu acredito que todo mundo tem que ter liberdade”, afirmou Fagundes durante entrevista nesta semana.

Ao comentar a situação, o senador também associou sua defesa da liberdade política ao projeto nacional do PL, que tem o senador Flávio Bolsonaro como um dos principais nomes para a eleição de 2026. Segundo Fagundes, um agente público precisa estar preparado para conviver com críticas e posições divergentes.

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“Eu estou pronto, preparado, energizado para fazer uma campanha altiva, com respeito a todos”, declarou.

Fagundes relatou ainda ter recebido contatos de prefeitos que disseram estar sendo pressionados a assinar uma manifestação política em favor de determinado grupo. Na avaliação do senador, os gestores municipais devem ter liberdade para tomar decisões de acordo com as necessidades de suas cidades.

Segundo ele, depois de eleito, o prefeito precisa representar toda a população e buscar recursos independentemente de filiação partidária ou alinhamento político.

A posição de Fagundes ocorre após a direção nacional do PL estabelecer orientações para os filiados em Mato Grosso diante da disputa estadual. A determinação impede manifestações públicas de apoio a Pivetta por integrantes da legenda e prevê medidas disciplinares em caso de descumprimento.

A crise ganhou força depois que prefeitos do PL passaram a declarar apoio ou proximidade com a candidatura de Pivetta, enquanto Fagundes foi escolhido como nome do partido para a sucessão estadual.

Inicialmente, integrantes da legenda chegaram a defender punições mais severas aos chamados “infiéis”. O tom, porém, foi posteriormente amenizado, com a sinalização de que os filiados não seriam obrigados a apoiar Fagundes, embora também não devessem atuar publicamente contra a candidatura do partido.

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Taques critica ausência de Mauro e Janaína em debate: “vergonha alheia”

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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) foi o primeiro a chegar ao debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (17), em Cuiabá, e aproveitou a coletiva antes do confronto para criticar a ausência de Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB).

Os dois foram convidados para o debate, mas não compareceram. Mauro optou por cumprir agenda no interior do Estado, enquanto Janaína também confirmou que não participaria. Os dois já haviam ficado fora de outros debates realizados durante a atual disputa pelo Senado.

Antes do início do encontro, Taques agradeceu ao Grupo Gazeta de Comunicação pela realização do debate e defendeu a participação dos candidatos em confrontos públicos como forma de apresentar propostas e discutir os principais temas do Estado e do país.

“Eu quero falar com o cidadão, mostrar a ele que o debate é importante e, se você deseja ser um parlamentar, precisa entender que ‘parlar’ vem de falar, de debate, e por isso eu estou no debate”, afirmou.

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Na sequência, o ex-governador direcionou as críticas aos adversários que não compareceram. Taques classificou a ausência de Mauro e Janaína como “vergonha alheia” e questionou se candidatos que evitam debates estariam preparados para enfrentar discussões no Senado.

“Alguns senadores têm coragem. Imagina um senador sem coragem ir lá enfrentar um Renan Calheiros, um Jader Barbalho ou outros senadores de outros estados. Se não tem coragem, quer ir para o Senado para quê?”, questionou.

Taques também afirmou que o eleitor perde a oportunidade de conhecer melhor os candidatos quando eles não participam dos debates. Na avaliação dele, a disputa pelo Senado exige disposição para o diálogo e para o confronto de ideias.

O candidato ainda ironizou a estratégia de priorizar as redes sociais em vez de participar de debates, classificando esse comportamento como postura de “candidatos de TikTok”.

O debate da TV Vila Real reuniu Pedro Taques, José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP), Antônio Galvan (Avante) e Carlos Fávaro (PSD). Mauro Mendes e Janaína Riva, embora convidados, não participaram.

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A ausência dos dois candidatos também foi mencionada pelo presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, João Dorileo Leal, que defendeu a importância dos confrontos eleitorais e afirmou que a decisão sobre a participação cabe aos candidatos, enquanto a avaliação sobre essa escolha cabe ao eleitor.

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