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Deputado Gilberto Cattani defende soluções imediatas para trânsito na BR-163 em Lucas do Rio Verde

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nesta terça-feira (26) uma audiência pública para discutir os impactos da possível implantação do contorno viário da BR-163 em Lucas do Rio Verde e buscar alternativas para os problemas de mobilidade urbana enfrentados pela população no trecho urbano da rodovia. O debate foi requerido pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL).

O encontro reuniu moradores, comerciantes, representantes da concessionária Rota do Oeste, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e lideranças políticas do município, entre elas, o prefeito Miguel Vaz Ribeiro, o vice-prefeito Joci Piccini e o vereador Hélio José Kaminski.

Durante a audiência, a concessionária Rota do Oeste apresentou os projetos relacionados ao contorno viário da BR-163. Já a Prefeitura de Lucas do Rio Verde defendeu a implantação do anel viário e apresentou medidas emergenciais, como a aquisição de semáforos para melhorar o fluxo e a travessia urbana no curto prazo.

“Nós sabemos que o anel viário proposto é de suma importância para o município, ninguém é contrário a isso, nós queremos que ele aconteça. Mas nós precisamos de uma resposta imediata para aquela população que está atravessando a BR hoje e correndo risco de vida a todo momento”, afirmou o deputado.

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Segundo Cattani, a proposta é que a concessionária e o poder público apresentem alternativas paliativas e emergenciais para reduzir os congestionamentos, melhorar a travessia urbana e aumentar a segurança da população até que uma solução definitiva seja executada. “A reclamação dos moradores é justamente que as decisões estão sendo tomadas sem ouvir a sociedade. Nós queremos fazer o contrário. Queremos que a população participe, opine e conheça as propostas que estão sendo discutidas”, declarou.

O parlamentar também destacou que a audiência realizada na ALMT teve como objetivo construir um diálogo entre concessionária, prefeitura, órgãos de controle e população, buscando soluções que atendam tanto ao desenvolvimento do município quanto à segurança e mobilidade urbana da cidade.

Ao final da audiência, Gilberto Cattani afirmou que a Assembleia Legislativa irá acompanhar de perto a discussão e anunciou uma nova audiência pública para o dia 18 de junho, desta vez em Lucas do Rio Verde, para que a população possa participar diretamente do debate e conhecer as propostas de solução para o problema. A expectativa é de que sejam apresentadas propostas emergenciais para o trecho urbano da BR-163.

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Fonte: ALMT – MT

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Quase meio bilhão: Wellington mira benefícios fiscais de empresa ligada a Pivetta

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou novamente a política de incentivos fiscais do Estado no centro do debate eleitoral. Durante sabatina realizada na terça-feira (15), na TV Centro América, ele questionou o volume de benefícios tributários registrados para a Natural Pork Alimentos S.A., empresa que mantém ligação empresarial histórica com Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo levantamento apresentado por Wellington com base em registros oficiais, a empresa acumulou aproximadamente R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Os valores registrados passaram de R$ 35,2 milhões em 2019 para R$ 94,23 milhões em 2025.

Durante a sabatina, Wellington afirmou que os números podem ser conferidos nos dados oficiais e chegou a dizer que renunciaria à candidatura caso as informações apresentadas fossem falsas.

“Isso são dados oficiais. Pegue esses dados e confirme. Se isso não for verdade, eu renuncio a minha candidatura”, declarou.

Valores cresceram ao longo dos anos

De acordo com os dados divulgados, os benefícios associados à Natural Pork foram de R$ 35,2 milhões em 2019, R$ 62,38 milhões em 2020, R$ 73,18 milhões em 2021, R$ 74,61 milhões em 2022, R$ 76,39 milhões em 2023, R$ 75,96 milhões em 2024 e R$ 94,23 milhões em 2025. A soma dos valores chega a cerca de R$ 492 milhões.

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Os registros apontam que os benefícios estão relacionados principalmente ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), além de tratamentos tributários previstos no RICMS. Em 2025, segundo os dados apresentados, R$ 80,67 milhões estavam relacionados ao Prodeic e R$ 13,55 milhões ao RICMS.

A Natural Pork aparece nos registros estaduais com o CNPJ 17.356.474/0001-73 e a inscrição estadual 13.478.757-9.

Relação com Pivetta

A ligação empresarial de Pivetta com o empreendimento é anterior à sua entrada na política estadual. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele foi presidente da Intercoop, estrutura que posteriormente passou a operar como Natural Pork Alimentos.

Em 2022, durante o registro de sua candidatura, Pivetta declarou participação na Natural Pork à Justiça Eleitoral. Também declarou ações da Ideal Pork e valores a receber da empresa.

A existência de participação ou vínculo empresarial, contudo, não significa, por si só, irregularidade na concessão dos benefícios fiscais. Os incentivos são programas previstos na legislação estadual e podem ser concedidos a empresas que atendam aos critérios estabelecidos.

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Debate envolve bilhões em incentivos

A Natural Pork foi citada por Wellington dentro de uma discussão mais ampla sobre a concentração dos incentivos fiscais em Mato Grosso.

Dados referentes a 2023 apontam que 30 beneficiários concentraram R$ 4,6 bilhões em renúncias, equivalentes a 43,3% do total registrado naquele ano. Os dez maiores beneficiários concentraram aproximadamente R$ 2,9 bilhões.

No período de 2019 a 2025, levantamentos baseados em dados do TCE-MT apontam crescimento da renúncia fiscal anual de R$ 3,42 bilhões para R$ 15,6 bilhões. O acumulado no período chega a aproximadamente R$ 65,5 bilhões.

Wellington defende a manutenção dos incentivos para empresas que investem, industrializam e geram empregos, mas propõe ampliar o acesso aos benefícios para pequenos e médios empresários, cooperativas e produtores.

O candidato também afirma que pretende cobrar critérios mais claros sobre os benefícios concedidos e o retorno gerado em investimentos, empregos e desenvolvimento econômico.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por sua vez, defendeu a manutenção dos programas de incentivos e afirmou que eles ajudam a compensar custos adicionais de produção no Estado.

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