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Concorda com a renovação por mais 30 anos da concessão de energia em MT?

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Antes mesmo da criação da Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, instalada em setembro deste ano, para tratar sobre a renovação ou reversão do contrato de concessão da distribuidora de energia elétrica, eu já alertava sobre os graves problemas enfrentados pela população mato-grossense com o serviço prestado pela Energisa. Essa preocupação surgiu ao acompanhar o que aconteceu no estado vizinho, Mato Grosso do Sul, onde a renovação da concessão foi feita às escondidas, na calada da noite, sem ouvir a sociedade, sem debates, sem transparência. E eu afirmo com toda convicção: em Mato Grosso isso não vai acontecer!

Estamos realizando uma discussão séria e necessária sobre a possível renovação por mais 30 anos da concessão da Energisa, nos principais polos regionais de Mato Grosso, cuja empresa já protocolou o pedido de renovação junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Vale informar que a Lei Federal nº 9.074/1995, impõe que a concessionária antes de encerrar o contrato pode pedir a prorrogação da concessão até 36 meses antes, em que terá análise da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia se manifestará até 18 meses antes de findar o acordo. No mês de dezembro de 2027, o país saberá se o contrato será ou não renovado no nosso estado.

É importante que a população entenda como funciona esse processo: a Aneel é quem analisa tecnicamente o pedido, verifica o cumprimento das cláusulas e emite o parecer final, enquanto o Ministério de Minas e Energia é o órgão responsável por concretizar a decisão, homologando a renovação ou determinando a reversão da concessão. Essa é uma decisão que depende de critérios técnicos, mas também, de sensibilidade política e compromisso com o consumidor.

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E é justamente por isso que a Assembleia Legislativa precisa estar atenta e vigilante. Mato Grosso enfrenta um cenário crítico de deficiência na rede elétrica, especialmente pela ausência de energia trifásica em 142 municípios, o que impede o crescimento de pequenas indústrias, dificulta o trabalho no campo e trava o desenvolvimento econômico local. É inadmissível que, em pleno século 21, produtores rurais ainda vejam suas propriedades às escuras ou percam equipamentos por causa de oscilações e quedas constantes de energia, tanto na área urbana, quanto na zona rural.

Outro ponto preocupante é a falta de unidades físicas de atendimento da Energisa em vários municípios. O cidadão é obrigado a enfrentar longas distâncias ou depender de canais digitais que nem sempre funcionam, para resolver problemas simples como reclamações, pedidos de ligação ou esclarecimento de contas. Essa distância entre a empresa e o consumidor é um dos retratos mais claros do descompromisso com o povo mato-grossense.

Os números confirmam essa realidade. Segundo o Procon, no último ano, a Energisa liderou o ranking das empresas com maior número de reclamações em Mato Grosso, com mais de sete mil atendimentos relacionados à má prestação de serviços. Diante da pressão popular e institucional, a empresa tem buscado corrigir gradualmente algumas falhas, mas ainda há um longo caminho até alcançar o padrão de qualidade que o cidadão espera e merece.

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A Comissão Especial da Assembleia Legislativa foi criada para garantir transparência, diálogo e participação popular nesse processo. Tenho participado, como, também, os demais membros do grupo de trabalho – de audiências regionais que já aconteceram em Cuiabá, Rondonópolis, Tangará da Serra, Cáceres e Pontes e Lacerda, ouvindo de perto as demandas da sociedade. O objetivo é claro: diagnosticar os principais problemas e construir um relatório técnico e político que sirva de base para a decisão da Aneel e do Ministério de Minas e Energia.

Mato Grosso não vai aceitar uma renovação feita no silêncio, sem debate e sem respeito à população. A energia elétrica é um serviço essencial e o consumidor tem o direito de ser ouvido. Por isso, deixo uma reflexão a você, leitor e contribuinte: com tantos problemas ainda sem solução, você concorda com a renovação por mais 30 anos da Energisa em Mato Grosso?

O debate já começou e o futuro da nossa energia depende da voz e da força do povo mato-grossense!

*Wilson Santos é deputado estadual pelo PSBD.

Fonte: ALMT – MT

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Quase meio bilhão: Wellington mira benefícios fiscais de empresa ligada a Pivetta

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou novamente a política de incentivos fiscais do Estado no centro do debate eleitoral. Durante sabatina realizada na terça-feira (15), na TV Centro América, ele questionou o volume de benefícios tributários registrados para a Natural Pork Alimentos S.A., empresa que mantém ligação empresarial histórica com Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo levantamento apresentado por Wellington com base em registros oficiais, a empresa acumulou aproximadamente R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Os valores registrados passaram de R$ 35,2 milhões em 2019 para R$ 94,23 milhões em 2025.

Durante a sabatina, Wellington afirmou que os números podem ser conferidos nos dados oficiais e chegou a dizer que renunciaria à candidatura caso as informações apresentadas fossem falsas.

“Isso são dados oficiais. Pegue esses dados e confirme. Se isso não for verdade, eu renuncio a minha candidatura”, declarou.

Valores cresceram ao longo dos anos

De acordo com os dados divulgados, os benefícios associados à Natural Pork foram de R$ 35,2 milhões em 2019, R$ 62,38 milhões em 2020, R$ 73,18 milhões em 2021, R$ 74,61 milhões em 2022, R$ 76,39 milhões em 2023, R$ 75,96 milhões em 2024 e R$ 94,23 milhões em 2025. A soma dos valores chega a cerca de R$ 492 milhões.

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Os registros apontam que os benefícios estão relacionados principalmente ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), além de tratamentos tributários previstos no RICMS. Em 2025, segundo os dados apresentados, R$ 80,67 milhões estavam relacionados ao Prodeic e R$ 13,55 milhões ao RICMS.

A Natural Pork aparece nos registros estaduais com o CNPJ 17.356.474/0001-73 e a inscrição estadual 13.478.757-9.

Relação com Pivetta

A ligação empresarial de Pivetta com o empreendimento é anterior à sua entrada na política estadual. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele foi presidente da Intercoop, estrutura que posteriormente passou a operar como Natural Pork Alimentos.

Em 2022, durante o registro de sua candidatura, Pivetta declarou participação na Natural Pork à Justiça Eleitoral. Também declarou ações da Ideal Pork e valores a receber da empresa.

A existência de participação ou vínculo empresarial, contudo, não significa, por si só, irregularidade na concessão dos benefícios fiscais. Os incentivos são programas previstos na legislação estadual e podem ser concedidos a empresas que atendam aos critérios estabelecidos.

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Debate envolve bilhões em incentivos

A Natural Pork foi citada por Wellington dentro de uma discussão mais ampla sobre a concentração dos incentivos fiscais em Mato Grosso.

Dados referentes a 2023 apontam que 30 beneficiários concentraram R$ 4,6 bilhões em renúncias, equivalentes a 43,3% do total registrado naquele ano. Os dez maiores beneficiários concentraram aproximadamente R$ 2,9 bilhões.

No período de 2019 a 2025, levantamentos baseados em dados do TCE-MT apontam crescimento da renúncia fiscal anual de R$ 3,42 bilhões para R$ 15,6 bilhões. O acumulado no período chega a aproximadamente R$ 65,5 bilhões.

Wellington defende a manutenção dos incentivos para empresas que investem, industrializam e geram empregos, mas propõe ampliar o acesso aos benefícios para pequenos e médios empresários, cooperativas e produtores.

O candidato também afirma que pretende cobrar critérios mais claros sobre os benefícios concedidos e o retorno gerado em investimentos, empregos e desenvolvimento econômico.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por sua vez, defendeu a manutenção dos programas de incentivos e afirmou que eles ajudam a compensar custos adicionais de produção no Estado.

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