DIZ CCJR

CCJR não investigará suposto envolvimento de vereadores com facção

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A presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Samantha Iris, afirmou que as denúncias de que alguns vereadores teriam sido eleitos com o apoio de facções criminosas não serão investigadas pela comissão. Segundo a parlamentar, essa apuração cabe exclusivamente à polícia.

“Eu não vou entrar nessa discussão. Agora, meu foco está em tratar das comissões. Para mim, esse é um assunto encerrado. As denúncias foram feitas e o que deveria ter sido levado à polícia já foi encaminhado”, declarou Samantha à imprensa nesta quinta-feira (9).

Em novembro de 2024, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), trouxe a público denúncias sobre o suposto financiamento de campanhas eleitorais por organizações criminosas. Ele revelou ainda que alguns vereadores, cujos nomes não foram divulgados, teriam recebido ofertas de até R$ 200 mil para votar na Mesa Diretora conforme as orientações de uma facção.

As denúncias levaram o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), a instaurar um procedimento investigativo. À época, o procurador de Justiça Domingos Sávio destacou a gravidade da situação, afirmando que as declarações do prefeito não eram levianas e refletiam uma realidade preocupante:

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“O crime organizado, de fato, vem se mobilizando em todo o Brasil para se infiltrar nas estruturas da administração pública. A denúncia feita pelo prefeito Abilio não surpreende, considerando o histórico de tentativas de organizações criminosas de ocupar espaços no poder público”, disse Domingos.

O caso segue sob investigação policial e do MPMT, enquanto a CCJR da Câmara Municipal decidiu não se envolver na apuração.

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Política MT

Taques critica ausência de Mauro e Janaína em debate: “vergonha alheia”

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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) foi o primeiro a chegar ao debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (17), em Cuiabá, e aproveitou a coletiva antes do confronto para criticar a ausência de Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB).

Os dois foram convidados para o debate, mas não compareceram. Mauro optou por cumprir agenda no interior do Estado, enquanto Janaína também confirmou que não participaria. Os dois já haviam ficado fora de outros debates realizados durante a atual disputa pelo Senado.

Antes do início do encontro, Taques agradeceu ao Grupo Gazeta de Comunicação pela realização do debate e defendeu a participação dos candidatos em confrontos públicos como forma de apresentar propostas e discutir os principais temas do Estado e do país.

“Eu quero falar com o cidadão, mostrar a ele que o debate é importante e, se você deseja ser um parlamentar, precisa entender que ‘parlar’ vem de falar, de debate, e por isso eu estou no debate”, afirmou.

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Na sequência, o ex-governador direcionou as críticas aos adversários que não compareceram. Taques classificou a ausência de Mauro e Janaína como “vergonha alheia” e questionou se candidatos que evitam debates estariam preparados para enfrentar discussões no Senado.

“Alguns senadores têm coragem. Imagina um senador sem coragem ir lá enfrentar um Renan Calheiros, um Jader Barbalho ou outros senadores de outros estados. Se não tem coragem, quer ir para o Senado para quê?”, questionou.

Taques também afirmou que o eleitor perde a oportunidade de conhecer melhor os candidatos quando eles não participam dos debates. Na avaliação dele, a disputa pelo Senado exige disposição para o diálogo e para o confronto de ideias.

O candidato ainda ironizou a estratégia de priorizar as redes sociais em vez de participar de debates, classificando esse comportamento como postura de “candidatos de TikTok”.

O debate da TV Vila Real reuniu Pedro Taques, José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP), Antônio Galvan (Avante) e Carlos Fávaro (PSD). Mauro Mendes e Janaína Riva, embora convidados, não participaram.

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A ausência dos dois candidatos também foi mencionada pelo presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, João Dorileo Leal, que defendeu a importância dos confrontos eleitorais e afirmou que a decisão sobre a participação cabe aos candidatos, enquanto a avaliação sobre essa escolha cabe ao eleitor.

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