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Audiência pública discute caminhos para fortalecer economia indígena em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu economia indígena e caminhos para fortalecer a autonomia dos povos originários no estado em audiência pública na tarde desta quarta-feira (15). O debate foi proposto pela deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT).

Na avaliação da parlamentar, é importante entender melhor a realidade econômica nas aldeias. “A ideia de discutir a economia indígena é para que possamos trazer propostas e levá-las ao poder executivo. Há uma ausência de políticas, talvez por não compreenderem quais são as nossas necessidades”, afirmou.

Eliane ressaltou que a economia indígena é diversa e envolve diferentes cadeias produtivas. “Temos a economia de subsistência, a agricultura familiar, onde se vende o excedente, e também povos que trabalham com monocultura. Precisamos entender essa dinâmica para apoiar desde a produção até a comercialização”, explicou.

Durante a audiência, lideranças e representantes de instituições também apontaram desafios como falta de assistência técnica, dificuldades logísticas e acesso limitado a mercados. O coordenador da Operação Amazônia Nativa (Opan), Ivar Busatto, destacou que o cenário atual exige novas estratégias. “As formas tradicionais de sustento continuam importantes, mas hoje não bastam sozinhas para garantir qualidade de vida. É fundamental investir em educação e em uma assistência técnica forte, que respeite a diversidade de cada povo”, disse.

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Ele reforçou ainda a importância de garantir a segurança alimentar e avançar na geração de renda. “A produção tradicional responde por grande parte das necessidades básicas. A partir disso, é preciso pensar na comercialização do excedente, com apoio à logística, feiras e até ao turismo”, pontuou.

Foto: Helder Faria

Conforme destacado durante a discussão, os povos indígenas atualmente precisam de renda para adquirir itens que não produzem, acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte, e enfrentar as mudanças ambientais e pressões externas que impactam seus territórios. “As mudanças climáticas têm impactado nossas plantações, com períodos de seca e chuva desregulados, o que dificulta o trabalho nas roças. Já tivemos situações em que a mandioca acabou cozinhando na própria terra por causa do calor”, relatou Suyani Terena. Ela é vice-presidente de um projeto que tem fortalecido a agricultura familiar, com protagonismo feminino na Aldeia Enawenê-Nawê, em Sapezal.

A experiência no local demonstra que o apoio faz diferença, uma vez que contam com assistência da Empaer em parceria com o município. “Trabalhamos com foco nas mulheres e na segurança alimentar. Hoje temos cerca de 30 mulheres atuando diariamente na terra, produzindo alimentos como mandioca, macaxeira e abóbora para o consumo e também para a venda. Mas precisamos de mais apoio para ampliar as culturas, incluindo o fortalecimento de pomares, da produção de citros e de alimentos tradicionais como a mandioca e a araruta”, explicou Suyani Terena.

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Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges afirmou que o governo federal busca ampliar o apoio às comunidades. “Estamos trabalhando para aumentar o número de parcerias nos municípios e viabilizando financiamentos, como o Pronaf A Indígena. Também vamos promover feiras para fortalecer a comercialização dos produtos”, destacou o superintendente em Mato Grosso.

A deputada Eliane Xunakalo reforçou que as propostas debatidas serão encaminhadas ao Executivo estadual. “Vamos direcionar as demandas às secretarias para provocar ações concretas. Esse espaço é justamente para ouvir os povos e construir soluções”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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Abilio rejeita aliança com MDB e diz que prefere ser expulso do PL a apoiar Janaína Riva

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou duramente a decisão do Partido Liberal de compor aliança com o MDB em Mato Grosso e afirmou que não apoiará a deputada estadual Janaína Riva (MDB) ao Senado, mesmo que a candidatura seja oficializada pela legenda. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (3), o gestor declarou que prefere ser expulso do partido a fazer campanha ao lado da emedebista.

Na postagem, Abilio afirmou que não aceitará apoiar adversários políticos em nome da fidelidade partidária.

“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou”, escreveu.

Em outro trecho, reforçou sua posição ao afirmar: “Não estarei com o MDB”.

O prefeito justificou a resistência lembrando que lideranças do MDB foram adversárias do PL em diversas disputas municipais em Mato Grosso.

Entre os exemplos citados estão o deputado estadual Eduardo Botelho, adversário de Abilio na eleição para a Prefeitura de Cuiabá em 2024; o ex-prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat; o ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin; e Thiago Silva, que disputou a Prefeitura de Rondonópolis contra o candidato apoiado pelo PL.

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“Não posso ser incoerente. O Botelho, que foi meu oponente em Cuiabá e fala mal de mim e do Bolsonaro, está no MDB. O Thiago, que foi oponente do Cláudio em Rondonópolis, está no MDB. O Léo, que foi contra o Manich em Primavera do Leste, está no MDB”, afirmou.

Abilio também mencionou sua ex-vice-prefeita, que deixou o partido e se filiou ao MDB, destacando que ela passou a fazer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua administração.

As declarações ocorrem um dia após o senador Wellington Fagundes (PL) anunciar que a chapa ao Senado será composta pelo deputado federal José Medeiros (PL) e pela deputada estadual Janaína Riva (MDB). Segundo Wellington, o acordo recebeu o aval da direção nacional do Partido Liberal e faz parte da construção de um grupo de oposição ao projeto liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A manifestação de Abilio expõe um novo foco de divergência interna no PL de Mato Grosso, às vésperas da definição oficial das chapas para as eleições de 2026. Até o momento, a direção estadual do partido e Janaína Riva não haviam se pronunciado sobre as declarações do prefeito.

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