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ALMT terá Comissão Especial e CST para discutir violência contra as mulheres

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Deputadas Janaina Riva (MDB), Edna Sampaio (PT) e Sheila Klener (PSDB) farão parte da CST destinada a analisar o orçamento voltado às mulheres de Mato Grosso.

Deputadas Janaina Riva (MDB), Edna Sampaio (PT) e Sheila Klener (PSDB) farão parte da CST destinada a analisar o orçamento voltado às mulheres de Mato Grosso.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

O Parlamento Estadual terá duas frentes de trabalho para enfrentamento da violência contra as mulheres. As informações foram divulgadas pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), na quarta-feira (10). Além da Comissão Especial requerida por Gilberto Cattani (PL), será criada uma Câmara Setorial Temática (CST) para discutir o orçamento destinado à implementação de políticas públicas para as mulheres.

De acordo com Russi, os trabalhos da Comissão Especial e da CST reforçarão as ações que já têm sido desenvolvidas pela Casa de Leis para garantir o cumprimento dos direitos das mulheres em Mato Grosso. “Estamos somando esforços no combate à violência contra as mulheres. Apresentamos um requerimento de informações à Casa Civil do Governo do Estado sobre os processos de regulamentação e implementação de 60 leis estaduais voltados ao tema. Essas informações vão, certamente, subsidiar as próximas frentes de trabalho do Parlamento, como a Comissão e a CST”, disse o presidente da Mesa Diretora.

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Desde a quarta-feira (03), estavam em análise pela Mesa Diretora dois requerimentos para criar Comissão Especial sobre feminicídios no estado. O primeiro requerimento, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), foi apresentado e aprovado na sessão matutina do dia 03, enquanto o segundo, de autoria da deputada Edna Sampaio (PT), na vespertina. Com respaldo da Procuradoria-Geral, a Mesa Diretora decidiu dar seguimento à solicitação do deputado Cattani, por ter sido apresentada primeiro. Caberá aos líderes dos blocos parlamentares indicarem aqueles que irão compor a comissão junto com o requerente.

A partir das demandas das deputadas Edna Sampaio (PT), Sheila Klener (PSDB) e Janaina Riva (MDB), também ficou definida a criação de uma CST para debater o orçamento que o Governo do Estado tem destinado às políticas públicas para as mulheres. Para Janaina Riva, a CST garantirá a representatividade feminina nos trabalhos, mesmo após a saída das suplentes Edna e Sheila.

“Enquanto a comissão especial é ocupada somente por deputados titulares, a CST pode receber participantes externos, o que torna possível a continuidade das deputadas Edna e Sheila no grupo, mesmo com o fim de seus mandatos. Além delas, teremos as presenças de uma desembargadora, uma defensora pública, uma delegada e uma representante da Polícia Militar, ampliando as discussões”, explicou Janaina Riva.

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Mais do que realizar discussões, as parlamentares querem propor modificações nas peças orçamentárias, corrigir falhas e melhorar a destinação de recursos que possam transformar a realidade das mulheres de Mato Grosso.

Comissão Especial e CST – Comissões especiais e Câmaras Setoriais Temáticas são instrumentos temporários previstos no Regimento Interno da ALMT. As primeiras podem ser constituídas para emitir parecer ou proceder estudo sobre matéria legislativa determinada e, obrigatoriamente, terão o requerente como membro. Já as CSTs são regidas pela lei n° 10.825/2019 e se caracterizam pela reunião de representantes de áreas específicas para diagnosticar, analisar, discutir e sugerir aperfeiçoamento e soluções para temas relevantes para o estado.

A CST pode funcionar por até 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Ao final dos trabalhos, um relatório é encaminhado ao plenário. Segundo o secretário parlamentar da Mesa Diretora, Eduardo Lustosa, esse relatório pode originar um projeto para aperfeiçoar alguma lei vigente ou para criar uma norma sobre o assunto que foi estudado. “Podem ser propostas políticas públicas para o executivo, dadas sugestões a outros poderes”, explica o secretário sobre os resultados de uma CST.

Fonte: ALMT – MT

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“Chega. Cansei”: delegada anuncia terceiro vídeo após ataques por críticas a Janaína Riva

Ana Cristina Feldner afirma que passou a receber ataques, ameaças e intimidações após publicar vídeos questionando a composição da chapa da candidata ao Senado

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A delegada aposentada Ana Cristina Feldner decidiu levar adiante a sequência de vídeos em que questiona publicamente a composição da chapa da candidata ao Senado Janaína Riva. Após dois vídeos publicados nas redes sociais, Feldner afirmou que os ataques e as intimidações que diz ter recebido acabaram servindo de combustível para continuar o enfrentamento.

Em um desabafo publicado nas redes sociais, a ex-suplente de Janaína Riva afirmou que inicialmente sequer pretendia produzir um terceiro vídeo. Segundo ela, a repercussão dos conteúdos, porém, fez com que mudasse de ideia.

“Chega. Cansei”, afirmou Feldner na abertura do desabafo.

A manifestação é o mais recente capítulo de uma sequência iniciada quando a delegada decidiu gravar vídeos para questionar aspectos relacionados à composição política da chapa de Janaína Riva. No primeiro conteúdo, Feldner chamou atenção para a formação do grupo e apresentou questionamentos sobre os nomes envolvidos.

No segundo vídeo, publicado posteriormente, a delegada voltou ao assunto e afirmou que decidiu antecipar a gravação diante da repercussão do primeiro conteúdo. A estratégia transformou a série em um dos pontos de tensão do debate político nas redes sociais.

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Agora, Feldner confirma que haverá um terceiro vídeo na próxima semana.

“Isso virou combustível”

No novo desabafo, a delegada aposentada disse que sua rotina mudou completamente depois que aceitou o convite que a levou a participar do projeto político.

Segundo Feldner, antes disso ela mantinha uma rotina voltada ao trabalho, à empresa e aos dois filhos, sob guarda unilateral. A entrada no cenário eleitoral, afirmou, trouxe uma exposição que não fazia parte de sua vida anterior.

“De lá para cá, minha vida virou uma verdadeira loucura”, relatou.

Ela também afirmou que sua empresa estaria sofrendo uma espécie de “boicote”, mas não apresentou, na publicação, detalhes ou provas sobre a alegação.

Feldner disse ainda que passou a receber ataques, ameaças e intimidações e que, segundo seu relato, até familiares de pessoas ligadas ao grupo político passaram a se manifestar contra ela.

Apesar da pressão, a delegada afirmou que o efeito foi contrário ao esperado por quem estaria tentando desestimulá-la.

“Se a intenção era me cansar, sinto informar: conseguiram exatamente o contrário. Isso virou combustível”, declarou.

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Terceiro vídeo vem aí

A delegada afirmou que, diante dos acontecimentos, decidiu continuar com a série e prometeu um terceiro vídeo para a próxima semana.

Feldner encerrou o desabafo fazendo uma referência à própria trajetória profissional na área da segurança pública e ao conceito de Justiça.

“Passei uma vida fazendo justiça. E aprendi que a justiça também começa fazendo justiça comigo mesma”, afirmou.

O vídeo, segundo ela, havia sido gravado originalmente para os Stories, formato em que o conteúdo desaparece após 24 horas. A repercussão, no entanto, fez com que decidisse publicar o material também no feed.

“24 horas são pouco para tanta coisa”, justificou.

A expectativa agora se concentra no terceiro vídeo anunciado por Feldner, que deve dar continuidade aos questionamentos feitos nos dois primeiros conteúdos sobre a composição política ligada à candidatura de Janaína Riva ao Senado.

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