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Politica Professora Mazé defende maior presença das mulheres na política durante encontro na Casa Acelera

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A participação das mulheres nos espaços de decisão política foi um dos principais temas discutidos durante encontro realizado na noite de quinta-feira (27), na Casa Acelera Mato Grosso, no bairro Quilombo, em Cuiabá. A agenda ocorreu dentro da programação do Agosto Lilás e reuniu candidatas, lideranças e apoiadores para tratar de violência contra a mulher, segurança pública, saúde, educação, empreendedorismo e representatividade política.

Moradora do Quilombo há mais de 35 anos, a professora e candidata a deputada estadual pelo PL, Mazé Arruda, levou ao debate uma perspectiva baseada na própria trajetória. Foi no bairro que ela construiu sua vida, criou os filhos e acompanhou as transformações e os desafios enfrentados pelas famílias da região.

Durante o encontro, Mazé ressaltou a proximidade que mantém com a comunidade e afirmou que sua experiência como educadora e moradora contribui para que conheça de perto as demandas da população.

“Eu sou professora e conheço a realidade das pessoas. Quero dizer muito obrigada por estarem aqui esta noite, aqui na minha casa. O Quilombo é meu bairro, eu conheço essa região como a palma da minha mão”, afirmou.

A candidata também defendeu que as mulheres ampliem sua presença na política e ocupem espaços de decisão. Segundo Mazé, a participação feminina precisa deixar de ser apenas representativa e se transformar em presença efetiva nos principais cargos públicos.

“As mulheres são vencedoras. Nós precisamos de um Brasil diferente, de gestores diferentes. Lugar de mulher é na política”, declarou.

Proposta de uma pasta específica para as mulheres

A discussão sobre políticas de proteção ganhou destaque durante o encontro com a apresentação de propostas para uma eventual gestão do candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL).

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Entre as propostas apresentadas está a criação de uma Secretaria de Proteção da Mulher, estrutura que faria parte do plano de governo de Fagundes e teria como objetivo concentrar e coordenar políticas públicas voltadas à proteção e ao atendimento das mulheres em Mato Grosso.

A proposta foi apresentada por Mariene Fagundes, esposa do candidato, durante a agenda. Segundo ela, a intenção é criar uma estrutura permanente, com equipe técnica própria, para tratar das demandas das mulheres no Estado.

“Não um puxadinho, não somente ações pequenas, mas sim uma equipe técnica que vai cuidar das mulheres do nosso Estado”, afirmou.

A proposta se soma a outras medidas defendidas durante o encontro, como a ampliação das escolas em tempo integral e o fortalecimento das ações de prevenção e combate ao feminicídio, especialmente nos municípios mais distantes dos grandes centros.

Violência precisa ser enfrentada antes do feminicídio

O combate à violência contra a mulher também esteve entre os principais pontos do debate. Eliane Morais, esposa do candidato a vice-governador Reinaldo Morais (NOVO), defendeu uma atuação preventiva da segurança pública para evitar que episódios de violência evoluam para situações mais graves.

“A violência não começa no momento em que acontece um feminicídio. Começa lá atrás, em uma ameaça, em uma agressão. Nós precisamos fazer com que a segurança pública chegue no início”, afirmou.

Durante a programação, as participantes também puderam registrar sugestões e reivindicações na chamada “Árvore de Pedidos das Mulheres”. A iniciativa reuniu demandas que podem servir de subsídio para a formulação de propostas voltadas ao público feminino.

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As discussões debatidas durate o encontrou abordou os impactos da violência sobre as mulheres e as famílias e dedeesa a investimentos em áreas como saúde, educação e moradia, além de políticas de valorização feminina.

Da comunidade para a política

Para Mazé Arruda, a defesa de políticas públicas para as mulheres está diretamente ligada à realidade que acompanha há décadas no Quilombo. A trajetória como professora e moradora da comunidade é apresentada pela candidata como uma experiência que pretende levar para a Assembleia Legislativa.

Ao defender maior participação feminina na política, Mazé também destacou a importância de mulheres ocuparem espaços onde são tomadas decisões que afetam diretamente a vida das famílias.

A candidata sustenta que a presença feminina precisa estar não apenas nas discussões, mas também nos parlamentos e governos, com participação efetiva na elaboração e fiscalização de políticas públicas.

A proposta de criação de uma pasta específica para a proteção das mulheres no plano de governo de Wellington Fagundes também foi apresentada como uma das medidas para ampliar a estrutura de atendimento e articulação das políticas voltadas ao público feminino em Mato Grosso.

Com mais de três décadas de história no Quilombo, Mazé busca associar sua experiência na comunidade à atuação política. A professora afirma que pretende levar para o debate estadual as demandas que conhece de perto e defender uma participação cada vez maior das mulheres na construção das decisões públicas.

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VÍDEO: Pivetta sinaliza negociação para RGA acumulada e coloca dívidas de servidores no radar

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O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta, afirmou nesta segunda-feira (31) que pretende abrir uma discussão sobre o pagamento da RGA (Revisão Geral Anual) acumulada dos servidores públicos estaduais. Segundo ele, o passivo atualmente gira em torno de 20%.

A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan. Pivetta afirmou que não é contrário à valorização dos servidores e defendeu que uma eventual negociação seja conduzida de forma transparente com as diferentes categorias do funcionalismo.

“Eu não tenho nada contra pagar bem o trabalhador. Eu sou empresário e antes de chegar na política eu fiz meu pé de meia e sempre tive muita gente comigo trabalhando e ganhando bem. Se não pagar bem, não tem jeito. Então nós vamos discutir esse assunto com transparência”, afirmou.

Ao explicar a situação, Pivetta citou as restrições impostas durante a pandemia de Covid-19, período em que uma legislação federal proibiu o aumento de despesas com pessoal. Segundo o governador, a medida atingiu estados e municípios de todo o país.

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“Nesse período foi proibido aumentar o custo com pessoal no Brasil inteiro, não foi só aqui”, declarou.

Pivetta também destacou que, durante sua gestão, os servidores estaduais receberam reajustes que, segundo ele, somam 34,5%, incluindo as revisões concedidas nos últimos anos.

O candidato ainda mencionou a advogada e servidora pública Gisela Simona (União), escolhida para compor sua chapa como candidata a vice-governadora. De acordo com Pivetta, ela deverá participar das discussões sobre a política salarial e ajudar a conduzir o diálogo com as categorias.

“A Gisela é a figura que vai trazer isso para a mesa e vamos discutir com transparência, com todos os segmentos da sociedade, inclusive os servidores”, afirmou.

Além da RGA, Pivetta chamou atenção para outro problema que considera relevante: o endividamento dos servidores públicos. O governador citou especialmente os empréstimos consignados e defendeu que a situação financeira dos trabalhadores também seja considerada nas discussões sobre política salarial.

A sinalização ocorre em meio ao debate eleitoral sobre remuneração e valorização do funcionalismo público em Mato Grosso. A eventual recomposição do percentual acumulado, no entanto, deverá ser discutida levando em conta as condições financeiras e fiscais do Estado.

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