POR DECRETO

Após decretar contenção de gastos, Prefeitura de Cáceres publica contratos de shows que somam R$ 692 mil

Publicado em

A publicação de contratos para apresentações artísticas, que juntos somam R$ 692 mil, poucos dias após a edição de um decreto de contenção de despesas, colocou a gestão da prefeita Eliene Liberato no centro de questionamentos em Cáceres. Enquanto a administração municipal suspendeu benefícios concedidos a servidores sob a justificativa de queda na arrecadação e previsão de déficit financeiro, atos oficiais divulgaram contratações para eventos culturais.

O Decreto nº 432, publicado pela Prefeitura de Cáceres, determinou a suspensão de horas extras, concessão de novas gratificações, adicionais, licenças remuneradas para cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado, além da conversão de licença-prêmio em pecúnia. Segundo o Executivo, a medida foi necessária em razão da frustração de receitas e da necessidade de equilíbrio das contas públicas.

Poucos dias depois, o Diário Oficial trouxe a publicação de sete contratos para apresentações musicais que totalizam R$ 632 mil. Entre os artistas contratados estão Bruna Karla (R$ 250 mil), Brenno Reis e Marco Viola (R$ 130 mil), Cesinha Mello (R$ 75 mil), Matheuzinho Sucessinho (R$ 69 mil), Banda Bom D’Farra (R$ 50 mil), Banda Azis do Forró (R$ 30 mil) e Tia Hanna (R$ 28 mil).

Leia Também:  Deputado Thiago recebe "deputados" do Programa Parlamento Jovem

Embora os contratos tenham sido assinados entre os dias 1º e 10 de julho, antes da publicação do decreto de contenção, os atos de contratação foram divulgados oficialmente após o anúncio das medidas de ajuste fiscal.

Além dessas contratações, a Prefeitura homologou, em 29 de julho, já durante a vigência do decreto, um contrato de R$ 60 mil para apresentação da Banda Novo Som. Com isso, o total de contratações publicadas alcançou R$ 692 mil.

O decreto prevê exceções para a realização de eventos considerados tradicionais, desde que os gastos sejam limitados ao “mínimo indispensável”. A divulgação dos contratos, no entanto, provocou questionamentos sobre a compatibilidade entre a política de contenção de despesas e os investimentos destinados às atrações musicais.

Até o momento, a Prefeitura de Cáceres não se manifestou sobre os questionamentos envolvendo a publicação dos contratos após a adoção das medidas de contenção fiscal, nem detalhou o impacto financeiro dessas despesas no orçamento municipal.

Advertisement

Política MT

Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

Published

on

A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

Leia Também:  Presidente da ALMT, Max Russi, adere à campanha Outubro Rosa

“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

Leia Também:  Wilson Santos organiza 3ª Expedição Fluvial para mapear irregularidades no rio Cuiabá

Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA