POLÍTICA NACIONAL

Humberto diz que STF agiu corretamente ao manter prisão de Bolsonaro

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Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (24), o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve por unanimidade a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorreu dentro da legalidade e seguiu todos os ritos de defesa. O parlamentar comparou o caso ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso e destacou que a Justiça deve agir com imparcialidade e rigor em todos os casos.

— O que aconteceu foi um processo justo, de mais de dois anos entre a investigação e o julgamento final. Um processo legal, em que houve direito de defesa, em que houve direito de contestação de provas e argumentos do Ministério Público, um processo que está prestes a transitar em em julgado. E o que é que aconteceu? O ex-presidente [Bolsonaro] resolveu protagonizar um escândalo ao tentar, em meio à prisão domiciliar que o beneficiava — e ele foi para a prisão domiciliar porque a sua própria condição de saúde foi levada em consideração naquele momento —, romper a tornozeleira eletrônica, na madrugada do último sábado — afirmou.

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Humberto ressaltou ainda que o ex-presidente tem garantidos seus direitos humanos e que a prisão não deve ser vista como perseguição política. O senador lembrou que o presidente Lula cumpriu pena por 560 dias e defendeu que o cumprimento das decisões judiciais é fundamental para preservar o Estado de direito.

— O ex-presidente Bolsonaro foi condenado junto com os seus assessores a 27 anos de cadeia por uma tentativa de golpe de Estado. Eu imagino que se aquele golpe tivesse dado certo, onde é que estaria o respeito aos direitos humanos? Muitos de nós teríamos sido assassinados, presos, torturados, exilados. Com toda certeza, teríamos os mandatos cassados — disse.

O parlamentar também comentou o caso do Banco Master e defendeu a abertura de investigação para apurar as irregularidades financeiras que levaram à liquidação da instituição pelo Banco Central. Ele apontou indícios de envolvimento de autoridades estaduais e destacou que o Senado deve acompanhar de perto o caso. Segundo o ele, o episódio demonstra a necessidade de fiscalização sobre a relação entre agentes políticos e instituições financeiras.

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— É fundamental que se investiguem os parlamentares que apresentaram projetos de lei para elevar os recursos do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil por pessoa para R$ 1 milhão. Veja que ousadia: Muita gente vai perder muito dinheiro. Fundos de pensão vão ter que esperar a liquidação total e a venda dos bens do Banco Master para saber a que é que vão ter direito — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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