POLÍTICA NACIONAL

Três indicações ao CNJ vão a Plenário depois de terem sido aprovados na CCJ

Publicado em

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (12) as indicações dos nomes de Jaceguara Dantas da Silva, Fabio Francisco Esteves e Daiane Nogueira de Lira para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os nomes seguem com urgência para análise do Plenário.

Na CCJ, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), nenhum dos indicados recebeu questionamentos por parte dos senadores. A desembargadora Jaceguara Dantas da Silva é indicada para compor o CNJ na vaga destinada ao Supremo Tribunal Federal (STF). O OFS 11/2025, da Suprema Corte, foi relatado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Desembargadora no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, a indicada tem graduação em direito, mestrado em direito do Estado e doutorado em direito constitucional. A carreira como promotora teve início no Ministério Público do MS em 1992. Em 2015, foi promovida a procuradora de Justiça, atuando até 2022, quando foi nomeada desembargadora do Tribunal de Justiça do MS.

Segundo a relatora, a indicada “possui uma sólida e diversificada trajetória no Poder Judiciário. (…) Sua experiência abrange uma profunda compreensão das realidades jurídicas e sociais, com atuação tanto judicante quanto em iniciativas de relevância social, evidenciada por sua progressão profissional e acadêmica”.

Leia Também:  Aprovada em dois turnos, PEC do marco temporal vai à Câmara

Fabio Francisco Esteves também foi indicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O OFS 12/2025  recebeu parecer favorável da senadora Tereza Cristina.

O indicado formou-se em direito pela Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) em 2003. É mestre em direito pela Universidade de Brasília (Unb) desde 2012 e doutor também em direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 2025. Ingressou na magistratura do Distrito Federal e Territórios em 2007, onde exerceu suas funções, por quase 10 anos, no Tribunal do Júri. Foi vencedor, em 2021, do Prêmio Desafio Lideranças Políticas Negras, e recebeu as Medalhas de Mérito da Defensoria Pública do Distrito Federal, em 2022, e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, em 2023.

Recondução

Já a indicação para a recondução de Daiane Nogueira de Lira ao CNJ foi feita pela Câmara dos Deputados. O OFS 14/2025 recebeu parecer do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).

Ela nasceu em Fortaleza e se formou em direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor) em 2004. É mestre em direito e políticas públicas pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e doutoranda em direito do estado pela Universidade de São Paulo (USP).

Leia Também:  Jorge Seif critica procurador-geral da República

Ingressou na carreira pública em 2006, após ser aprovada para o cargo de advogada da União. Desde então exerceu diversas funções na instituição e no Supremo Tribunal Federal (STF), onde atuou como assessora, chefe de gabinete e secretária-geral da Presidência, no período de 2009 a 2020. Em fevereiro de 2024, Daiane passou a integrar o Conselho Nacional de Justiça, indicada pela Câmara dos Deputados.

“Daiane Nogueira de Lira apresenta um currículo que evidencia vasta experiência acadêmica e profissional, com trajetória em diversas instituições de renome no cenário jurídico nacional”, diz o senador Mecias em seu relatório. 

CNJ

O Conselho Nacional de Justiça é um órgão do Poder Judiciário que tem entre suas funções: zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura; julgar processos disciplinares; e receber petições eletrônicas e representações contra membros ou órgãos do Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares. Qualquer cidadão pode acionar o CNJ.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

Published

on

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

Leia Também:  Sessão especial celebra os 25 anos da Escola do Teatro Bolshoi de Joinville

Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

Leia Também:  CPI do Crime Organizado entra com recurso no STF pela convocação de Vorcaro

 

 

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA