POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Meio Ambiente analisa indicações para diretoria da ANA

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) agendou para terça-feira (5), às 9h, a leitura dos relatórios sobre três indicações de autoridades para a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Após a leitura, será concedida vista coletiva. As sabatinas dos indicados devem ocorrer na semana seguinte.

Entre os nomes apresentados está o de Larissa Oliveira Rêgo, indicada para o cargo de diretora da ANA, na vaga deixada por Vitor Saback, que renunciou ao cargo. A indicação foi formalizada pela Mensagem (MSF 95/2024) encaminhada pelo presidente da República.

Larissa é servidora do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e atualmente exerce a função de diretora do Departamento de Irrigação da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica. Se aprovada, ela ficará na diretoria da ANA até 17 de julho de 2029. A relatora da mensagem é a senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Outra indicação (MSF 96/2024) é a de Cristiane Collet Battiston para assumir o cargo na diretoria da agência, na vaga de Filipe de Mello Sampaio Cunha, cujo mandato se encerrou em 15 de janeiro de 2025. Cristiane é analista de infraestrutura do governo federal e atualmente atua como secretária-adjunta de Recursos Hídricos na Casa Civil. O mandato previsto para ela vai até 15 de janeiro de 2030. O relator é o senador Paulo Paim (PT-RS).

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A terceira indicação (MSF 97/2024) é a de Leonardo Góes Silva, que poderá  ocupar a vaga de Maurício Abijaodi Lopes Vasconcellos, com mandato até 15 de janeiro de 2029. Leonardo é perito do Incra e já foi presidente da instituição. Atualmente, comanda a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), regulada pela ANA. A relatoria do processo está com o senador Eduardo Gomes (PL-TO).

As indicações ainda dependem de aprovação pelo Plenário do Senado.

ANA

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) é uma autarquia do governo federal ligado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Ela cuida da gestão dos recursos hídricos no Brasil.

A diretoria da ANA tem cinco membros: um diretor-presidente e quatro diretores. Todos são indicados pelo presidente da República e têm mandatos de quatro anos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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